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Como no oeste selvagem

por RG, em 08.04.06
Em princípio, toda a gente já passou por esta situação.
Ir a caminhar na rua, e confrontar-se com alguém que vem na nossa direcção.
Por vezes, nessas alturas, decorre algo parecido com os duelos que se vêem nos filmes de cowboys.
Ou seja, há ali uma medir de “forças”. Só que em vez de ser para determinar quem saca primeiro da arma para disparar, é para avaliar quem desiste, e acaba por se desviar do caminho da outra pessoa. Digamos que é o jogo da persistência.
E neste jogo, tenho as minhas próprias regras. Por exemplo, se me deparar com velhinhos ou crianças, não faço muita questão de os fazer frente porque não metem “pica”. Logo, desvio-me tranquilamente para os deixar passar, coitados. Esta acção também é válida para aqueles tipos, arraçados de “armários”, embora aqui seja por uma razão diferente. Não me vou armar em parvo e esbarrar num gajo destes, para me sujeitar a levar uma galheta. É por assim dizer, um evitar de duelo desnecessário, que poderia resultar numa derrota “marcante” para mim.
Agora, o resto do pessoal já se arrisca a um confrontozinho comigo. Pronto, ok. Talvez dê passagem a uma ou outra menina, mas na maioria dos casos, não dou hipótese. Afinal de contas, dá um certo gozo, fazer com que os outros se desviem.
Convém não haver hesitações. Se for preciso, faz-se cara de poucos amigos, e avança-se sem medo, em linha recta. Ou então, também se pode usar a técnica do distraído, e fingir que não se está a ver o “adversário”. O que interessa é mostrar que não há maneira de nos deterem o passo, e que irremediavelmente tem de nos dar passagem.
E de cada vez que isso acontece só falta marcar um traço, por exemplo, no cinto, para ir registando o Nº de vitórias. Aliás, penso que toda a gente devia ter um “cinto de confrontos de peões” à vista. Assim, era mais fácil determinar que tipo de adversário estaríamos a defrontar e avaliar o seu “ranking”.
Há no entanto condicionantes, que podem alterar ligeiramente estas regras. No caso de estar a chover, se eu não tiver chapéu-de-chuva e a outra pessoa sim, o mais provável é ir por baixo das varandas e não me desviar mesmo de ninguém.
Ninguém, excepto dos tipos arraçados de armário, óbvio.
Na situação contrária, se eu tiver chapéu, dou sempre prioridade a quem não tem chapéu, para passarem debaixo das varandas.
Vitórias sim, mas com um mínimo de honra.

RG

lei do oeste selvagem

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publicado às 14:10


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