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Saudade

por RG, em 18.02.05
"Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."


Pablo Neruda

Saudade

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publicado às 20:09

A Profecia Celestina

por RG, em 17.02.05

Apesar de não ser um livro que tenha mudado a minha vida, foi de facto um dos mais marcantes. Apenas mais teorias ou momentos de veracidade?não deixa de impressionar pela mensagem que transmite. Fica um breve resumo:


 A Profecia Celestina  James Redfield


"Marco incontornável para quem se interessa pelas questões metafísicas, A Profecia Celestina descreve o processo de descoberta espiritual do narrador, à medida que este vai tendo acesso às nove revelações de um antigo manuscrito encontrado no Peru. Ao mesmo tempo, A Profecia Celestina é um guia para o leitor, que vai transportando essas mesmas revelações para a sua própria vida e caminhada espiritual.


A Primeira Revelação alerta para as ditas “coincidências” que acontecem na nossa vida e às quais, muitas vezes, não ligamos. Ou, pelo menos, não prestamos a devida atenção. James Redfield deixa-nos suspensos no mistério, cheios de curiosidade mas com a noção exacta de que não existem acasos. O primeiro passo para a descoberta espiritual, diz ele, passa por tomar consciência de que grande parte dos mistérios do Universo se manifestam no nosso quotidiano. Redfield dá a conhecer outras possibilidades de ler o mundo e fá-lo através de aventura, da descoberta individual dos personagens que se cruzam no enredo da sua Profecia Celestina.


A Segunda Revelação contextualiza a nossa consciência no seu período histórico, fazendo com que a nossa visão sobre o Homem, Deus e o Universo se insira num continuum, num todo. Redfield ajuda-nos a perceber que o nosso olhar sobre o futuro tem de partir da compreensão do passado e presente. Parece evidente mas, por vezes, são os detalhes mais óbvios que nos passam despercebidos. Daí, também, a importância do discurso de James Redfield.


Ampliar a beleza e partir dela para perceber que tudo é energia no Universo é a substância da Terceira Revelação do manuscrito peruano que inspira toda a aventura espiritual da Profecia Celestina. Redfield explica que todo o Universo tem por base um campo de energia que emana de todas as coisas e seres, incluindo naturalmente o Homem. A compreensão desta Revelação passa pela visão desse mesmo campo de energia e essa capacidade começa por desenvolver uma sensibilidade acrescida à beleza. Posto assim, parece um discurso demasiado cifrado mas explicar o que está em questão pode desvirtuar a leitura do livro e retirar-lhe, até, algum do seu suspense. Alimentar a energia é essencial para fortalecer a nossa relação com os outros e connosco próprios.


Por isso, a Quarta Revelação decorre da Terceira: o Universo é alimentado por uma imensa fonte de energia, da qual, no entanto, os homens e mulheres se foram desligando, caindo num estado de carência e fraqueza. Dado que essa energia se tornou um bem escasso, os seres humanos são obrigados a competir uns com os outros para a recuperar. A acreditar em Redfield, esta competição, mais ou menos inconsciente, está na base de quase todos os conflitos humanos. Procurar alternativas é o que nos resta quando tomamos consciência de que as relações humanas estão enfraquecidas pelas lutas de poder e pelas ligações ‘vampirizadas’, tão frequentes nos dias que correm.


A Quinta Revelação responde a esta questão mostrando que existe, de facto, uma fonte de energia alternativa. Para terem acesso a esta fonte superior, os homens e mulheres têm de abandonar os padrões de competição e controlo dos outros que até aqui utilizavam. Parece demasiado simplista mas, no contexto do livro, faz sentido.


A Sexta Revelação desvenda o papel da experiência mística no processo de descoberta espiritual. Redfield explica que temos que abandonar os nossos comportamentos de controle de poder e resistir à tentação de sugar a energia dos outros. Chegou a altura de despertar para quem realmente somos, de alinhar com a nossa verdadeira natureza, de encontrar o nosso lugar no mundo para podermos, finalmente, ter acesso a esse estado especial da mente, que é, afinal, a experiência de nos deixarmos orientar na vida por coincidências significativas. Entender o conceito de experiência mística é essencial, portanto. Observar e conhecer a nossa própria mente é uma aprendizagem.


A Sétima Revelação ensina a fazê-lo em busca de novas ideias e pensamentos que devemos questionar, enquadrar e tentar compreender no contexto da nossa existência. Esta Revelação coloca-nos no fluxo da evolução, integrando todas as revelações numa única forma de estar.


A Oitava Revelação do manuscrito peruano que é o ponto de partida para toda esta aventura da Profecia Celestina, mostra que as relações amorosas são muitas vezes manifestações de co-dependência, porque criam a ilusão de que se pode ser uma pessoa completa “a meias”, isto é, enquanto casal. Processo de evolução. James Redfield empenha-se particularmente em mostrar como podemos quebrar os padrões de conduta que nos impedem de evoluir e declara que a grande aposta passa por melhorar a circulação da energia entre nós.


Finalmente, a Nona Revelação explica que o Homem vai passar por um processo de evolução consciente no próximo milénio e vai querer viver num planeta sustentável, a um ritmo mais compatível e menos acelerado e com um maior grau de atenção ao que é verdadeiramente essencial. Optimista e consolador, este livro serve de ponto de partida para entender algumas das questões que se prendem com a procura do sentido da vida. Mesmo que, à chegada, os leitores possam descobrir que o seu caminho é outro.


O autor e o livro


Mundialmente conhecido pelos seus escritos sobre a vida espiritual e as relações entre a experiência do dia-a-dia e a dimensão sagrada do Universo, James Redfield escreveu mais de dez livros mas ficou célebre com A Profecia Celestina, que se tornou rapidamente um livro de culto para muitos dos que se interessam pelas questões metafísicas. Nascido no Alabama em 1950 e licenciado em Sociologia pela Universidade de Auburn, Redfield publicou A Profecia Celestina quando tinha 43 anos, numa edição de autor, depois de ter trabalhado durante quinze anos como terapeuta com adolescentes psicologicamente fragilizados e com as suas famílias. A partir de 1994, o ano em que a Warner Books comprou os direitos e publicou A Profecia Celestina, este livro foi um dos mais vendidos em todo o mundo, tendo sido traduzido em quase todas as línguas. O fenómeno manteve-se ao longo da década de 90 e durante três anos consecutivos o livro esteve na lista de best-sellers do conceituado New York Times. James Redfield escreveu algumas sequelas desta novela, mas sem o mesmo sucesso alcançado pela Profecia. Por tudo o que fica dito sobre o livro e o autor, A Profecia Celestina é uma obra a não perder."


RG


 A Profecia Celestina

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publicado às 22:27

Navegar

por RG, em 06.02.05
De repente sinto-me a navegar nesse mar que é a Vida.
Deixo-me levar pelas incertezas, ondulantes, inconstantes
Que assolam o meu espírito por mais do que breves instantes
E que fazem questão de mostrar que nada é ou será como antes,
O mar está calmo ou nem por isso?
Tempestades carregadas com problemas surgem sempre sem aviso
Fazem-me baloiçar, oscilar, vacilar
Provam que nem sempre estou preparado,
As ondas elevam-se e sinto-me indeciso
Remar em sentido contrário ou para onde estou virado, inclinado?
Tento manter a calma, respirar calmamente
Não vale a pena mergulhar na incerteza
Querer separar o corpo da mente,
A corrente pode ser fraca ou puxar com firmeza
A maré enche de alegria ou esvazia de tristeza
E os dias passam de forma dormente;
Sinto-me a navegar nesse mar que é a Vida,
Guio-me pelas estrelas, pela sua luz amiga, familiar
Por entre nuvens de questões a pairar,
Mas a viagem só ficará cumprida
Quando encontrar o farol que ilumine os sonhos por realizar…

RG

Farol

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publicado às 13:12

O passe dos cinemas

por RG, em 03.02.05
Quero deixar uma sugestão, o King Kard.
Quem gosta da 7ª arte e é frequentador habitual das salas de cinema, tem já há algum tempo a possibilidade de ir mais vezes ao cinema de forma mais barata.

O King Kard é um cartão tipo passe que permite ver os filmes que se quiser, as vezes que se apetecer, nos cinemas aderentes (Lisboa - Alvaláxia, Monumental-Saldanha, King, Fonte Nova, Nimas, Ávila ; Alcochete – Freeport).

Custos: Na inscrição, o custo do cartão é de € 5, mais o pagamento da 1ª prestação*

Em seguida fica-se a pagar € 13 por mês, através de débito bancário directo, com o compromisso mínimo de um ano, automaticamente renovável,
OU
O custo do cartão de € 5, e o pagamento de € 150 como anuidade e de uma vez só, poupando € 6 (e portanto com um custo de apenas € 12,5 por mês).

* a Primeira Prestação será de: € 13 se aderir entre o dia 1 e 15; € 7 se for feita depois de dia 15 e até dia 23; € 4 se for feita depois de dia 24 (nesse caso acrescidos desde logo da prestação correspondente ao mês seguinte).

Inscrição: 1. Preencher a ficha de inscrição. 2. Apresentar o Bilhete de Identidade, o Cartão de Contribuinte e entregar uma cópia do NIB - Número de Identificação Bancário (que pode ser obtida no próprio dia em qualquer terminal Multibanco) 3. Dirigir-se a um dos cinemas escolhidos para o efeito ou enviar os documentos necessários e o pagamento (por cheque) através de correio para a Rua da Palmeira nº6, 1200-313 Lisboa ( ficha de inscrição disponível em todos os cinemas aderentes ou em www.kingkard.net).

Após a inscrição é de imediato disponibilizado o cartão. A partir daí, basta ir às bilheteiras, apresentar o cartão e solicitar o bilhete desejado, do filme que esteja em exibição nos cinemas aderentes. Dado que o preço normal dos bilhetes ronda hoje em dia os €5, é uma hipotese a considerar.

Mais pormenores em www.kingkard.net

RG

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publicado às 21:30

A continuidade da mudança

por RG, em 02.02.05

O tempo passa e os hábitos mudam-se...ou não? Não sou a favor dos péssimismos por natureza, mas de facto não vivemos num país das mil maravilhas...


As Farpas


"O país perdeu a inteligência e a consciência moral.


Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.


A prática da vida tem por única direcção a conveniência.


Não há princípio que não seja desmentido.


Não há instituição que não seja escarnecida.


Ninguém se respeita.


Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.


Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.


Alguns agiotas felizes exploram.


A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.


O povo está na miséria.


Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.


O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.


A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.


Diz-se por toda a parte: o país está perdido!"


Eça de Queirós, 1871, primeiro número d' As Farpas


 Torre de Belem

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publicado às 22:09

Encerrando um ciclo

por RG, em 01.02.05

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.


Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.


Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.


Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parada.


Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco. O que passou não voltará : não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.


As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações  mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.


Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor. Páre de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso a estará apenas  envenenando, e nada mais.


Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesma que o que passou, jamais voltará.


Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba  mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa na sua vida. Feche a porta  mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é.


»O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com  que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.«  ( Fernando Pessoa ) "


Obra de Paulo Coelho exibida no jornal "O Globo" dia 22/08/04.


sun

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publicado às 20:46


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