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O Colombo é uma base Extra-Terrestre

por RG, em 31.03.05

A verdade é nua e crua. O Colombo, assim como todos os outros grandes centros comerciais do país, é uma base alienígena construída mesmo nas nossas barbas, com o objectivo de estudar o comportamento humano em geral, e o do povo português em particular. Equipada com poderosas antenas parabólicas, disfarçadas normalmente de palmeiras, emite poderosas ondas "alfagamabeta" que actuam sobre o cérebro humano causando um efeito hipnotizante, de forma a atrair a indefesa população ao interior deste “antro”. Senão, como justificar a enorme adesão que esta superfície comercial possui? É que hoje em dia, seja manhã, tarde ou noite, quer esteja a chover ou a fazer um sol de derreter alcatrão, o Colombo está sempre cheio que nem um ovo (daí a expressão “ovo de Colombo”). E a potência dessas antenas é tão grande, que até se vê excursões de familias inteiras que vêm lá da Sta. Terrinha, iludidas com a ideia que vão passar um sábado em grande ao visitar num só dia o Colombo e logo ali ao lado o estádio da Luz, para ver o Benfica jogar, quando na realidade foram apenas mais umas vítimas da hipnose dos cruéis Ets. É verdade que o Colombo até proporciona um agradável abrigo para o frio ou calor, que tem tudo o que queremos e necessitamos mesmo à mão de semear, além de oferecer a oportunidade de passar umas horitas bem animadas com várias diversões. Mas todos os dias da semana? Todo o mês? Ao longo de todo o ano? Será que não existe mais nada de interessante no exterior deste recinto? É claro que sim, só que a maior parte da população está de tal forma endrominada que já nem tem forças para resistir. Até a cadeia de restaurantes, serve alimentos altamente viciantes de forma a ficarmos tão obesos, que perdemos logo a vontade de passear pelo campo, pela praia, ou por outros espaços que escapem ao seu controlo mental. Quando por algum milagre, se nota um abaixamento do número de visitantes, os Ets utilizam então uma poderosíssima arma de atracção. Os “saldos”. E aí é ver as pessoas, qual enxame de abelhas assassinas, a correr desalmadamente lá para dentro, sedentas de produtos bons (ou o menos mau possível) e baratos. Aliada a esta situação, ainda há que contar com o dia da Mãe, do Pai, do canário, e especialmente com a época Natalícia, para tristemente verificarmos que estamos nas mãos dos maquiavélicos Ets. Portanto, da próxima vez que andarem distraidamente nas “vossas compras”, lembrem-se que existe uma quantidade de câmaras de filmar, de olho em vocês, ao serviço dos “Ets Colombianos”.

RG


 Base ET

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publicado às 22:26

Viver

por RG, em 30.03.05
"Para os erros há perdão; para os fracassos chance;
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."




Luiz Fernando Veríssimo



 Viver </p>

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publicado às 22:15

Liberalização dos medicamentos

por RG, em 29.03.05
Parecia inevitável. Depois do conflito entre os medicamentos e os genéricos, surge a batalha entre as farmácias e os estabelecimentos comerciais. E se primeiro eram os super e hipermercados a fincar pé, juntam-se agora, entre outros, as gasolineiras e os restaurantes à adesão do movimento para a venda dos medicamentos. O Governo defende que será benéfico haver esta comercialização fora das farmácias porque permite que os preços dos remédios baixem, sendo que só irá aplicar-se a produtos sem necessidade de receita médica. Ora, então porque não ir mais longe? Porquê não alargar essa venda a todas as superfícies comerciais e prestadoras de serviços? Desta forma seria juntar o útil ao agradável, a poupança ao conveniente. Reparem. No futuro, a D. Joaquina poderia ir à padaria do Tio Manel e pedir as habituais 2 bolinhas e o cacete como também um emplastro leão e uma pomada para os calos. Assim, não só poupava uns trocos na pensão, como escusava de cansar os pezinhos para ir à farmácia que fica a dois quarteirões de casa. Outro exemplo seria imaginar o Sr. Zé na oficina lá do bairro. «Então ó Quintas, a bomba já tá pronta? Afinal porque raio não pegava? e quanto é que me vai ficar a brincadeira?», «Epá ó chefe, isto era mesmo das válvulas, mas agora tá impecável a viatura. E como é pó Xr. faço-lhe um preço de amigos.», Ao que o Sr. Zé aproveitaria para dizer «Ora nem era de se esperar outra coisa, já que sou cliente da casa há montes de tempo. Já agora aproveita e mete aí na factura uma caixinha daqueles comprimidos azuis pa arrebitar a “ferramenta”, que hoje tenho uma reunião importante com a minha secretária, eheh.». A vida seria pois muito mais fácil. Um casal, ao jantar num restaurante, poderia aproveitar de outra forma, a altura de pedir a sobremesa. O marido pedia um doce d'avó e uma embalagem de preservativos, enquanto que a mulher para não ficar atrás, pedia só um cafézinho e uma caixa de aspirinas para as dores de cabeça que de súbito lhe atacaram. E que jeito não daria às pessoas, poder comprar um xarope para a tosse enquanto se aluga um filme no videoclube?? Com um pouco de sorte, já enchia o cartão dos pontos, e podia trazer outro filme à borla ou em opção um pacote de pensos rápidos. Para os fármacos não ficarem muito prejudicados, passariam igualmente a poder vender produtos de outra gama. Assim, a D. Almerinda podia aproveitar e comprar não só um frasco de água oxigenada, como uma raspadinha e um rolo de papel higiénico de uma assentada só.

RG

Aspirina com Rum-Cola, comprados no LUX

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publicado às 22:44

Foi ataque cardíaco?não, foi uma tampa!

por RG, em 27.03.05

"Dor de amor
O mal de amor existe e causa dores semelhantes a um ataque cardíaco. Uma equipa da Faculdade de Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, chegou a esta conclusão depois de ter estudado um número razoável de pacientes, na maioria mulheres, que deu entrada no hospital com sintomas idênticos aos de um ataque de coração. Após terem recebido uma má notícia amorosa, estas pessoas sentiram dores no peito, dificuldade em respirar, colapso cardíaco ou fluidos nos pulmões. Mas, apesar de serem estes os sintomas comuns a um ataque cardíaco, os afectados não tinham qualquer bloqueio nas artérias que transportam o sangue para o coração. Em contrapartida, a concentração de adrenalina produzida pelo stress, que também pode ser tóxico para o músculo cardíaco, era entre sete a 34 vezes maior do que a encontrada em doentes cardíacos. A boa notícia é que o coração recupera deste choque, ficando rapidamente pronto para outra."


Revista Unica nº1687 / Fev.2005 


coração

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publicado às 16:35

Pensamentos II

por RG, em 26.03.05
Eu escuto e esqueço. Eu vejo e lembro. Eu faço e compreendo.
- Confúcio

O objectivo da educação é substituir uma mente vazia por uma mente aberta.
- Malcolm S. Forbes

Ama-me quando eu menos merecer, porque é quando eu realmente preciso.
- Provérbio Sueco

Vive como se fosses morrer amanhã. Aprende como se fosses viver para sempre.
- Mahatma Gandhi


RG

PensamentosII

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publicado às 23:01

O Gato Teco

por RG, em 25.03.05
Teco mia no quarto
Teco mia na sala de estar
Teco mia na cozinha
Teco mia a hora toda sem parar;

Teco mia no sofá
Teco mia no chão
Teco mia na cama
Teco mia até à exaustão.


RG
Tecomia

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publicado às 14:42

Pensamentos I

por RG, em 22.03.05
Quando procuramos descobrir o melhor nos outros, de alguma forma mostramos o melhor que existe em nós.
- William Arthur Ward

Faz uma pergunta e serás um tolo por 3 minutos; não faças a pergunta e serás um tolo para o resto da vida.
- Provérbio chinês

Já não me preocupo em ser um conversador brilhante. Apenas tento ser um bom ouvinte. Já reparei que as pessoas que usualmente fazem isso são bem-vindas a onde quer que vão.
- Frank Bettger

Não é o que tu tens, ou o que tu és, ou onde estás, ou o que estás a fazer que te faz feliz ou infeliz. É o que tu pensas sobre isso.
- Dale Carnegie


RG

Pensamentos

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publicado às 20:34

A Emoção

por RG, em 22.03.05
Haverá maior emoção do que andar nos nossos transportes públicos? Senão vejamos. No caso em particular, vamos abordar esse grande autocarro que faz a carreira de Damaia-Stª Apolónia e vice-versa, o 46. Ponto de partida, Sete-Rios. A adrenalina sobe após uns 8/15 minutos de espera. Na altura do embarque, para além de haver sempre uma velhinha a atrapalhar, pois quer sair pela frente com meia dúzia de sacos enormes, aparece normalmente o “passageiro-mágico”. Mágico porque vindo não se sabe de onde, consegue com um passe de magia, passar à frente de toda a fila e ser o 1º a entrar, o que arranca sempre uns reconhecedores «olha, olha, o artista». Finalmente lá dentro. Há que ultrapassar aquela zona de convívio social, situada entre o motorista e a 1ª porta de saída. Zona essa povoada de mais velhinhas que debatem geralmente, quem deve ou não ocupar os melhores lugares da viatura, os reservados.«Mas ninguém vê que o Sr. é cego?» ou «deixem sentar a Sra. que tá grávida.» ou ainda «já não há respeito para com os mais velhos, até olham para o lado, para fingirem que não vêm.», são argumentos de peso para a decisão final. Ainda nessa área encontram-se aqueles passageiros, que não conseguindo arranjar lugar sentados, à frente, asseguram a sua calma saída dali a 9 paragens, estancando à frente da referida 1ª porta de saída. Ora todos os outros que sejam claramente anti-sociais, e que não gostam de aglomerados ou de "roças-roças" (porque também há quem ande de transporte público só para isso) tentam furar para a parte de trás, não tão animada é um facto, mas um pouco mais “arejada” para compensar. Mas em hora de ponta não há nada a fazer, o autocarro enche e enche bem. De tal forma que já nem cabe mais uma mosca, mas há sempre uma Sra. de forte corpulência a empurrar na entrada e a dizer «Vamos a chegar lá pra trás que ainda há muito espaço e há ainda muita gente pra entrar!». O que é mentira, pois nem há mais espaço, nem tão pouco mais alguém arriscaria a entrar para ficar espalmado entre essa “farta” senhora e a porta. Arranca o veículo. É claro que há umas insignificantes discussões pelo meio, do género «estamos todos aqui a assar e a respirar os micróbios uns dos outros, mas ninguém abre uma janela, arre!» ou «fechem as janelas porque tá a chover cá dentro!». Mas tirando isso, e o sempre “agradável” odor que paira no ar derivado de determinados odores corporais, a viagem lá segue. Ora então surge a parte radical, aquela que vale mesmo a pena. Como o 46 é equipado com “excelentes” amortecedores e como as estradas são aqueles “queijos suíços” que toda a gente sabe, é só o motorista apanhar umas rectas valentes entre cada paragem, para ver tudo o que é pessoal a saltar, quer estejam de pé ou sentados. É a loucura, pura adrenalina. Pessoas quase a bater com a cabeça no tecto ou no corrimão mais próximo, pessoas quase a saltar para o colo dos vizinhos, pessoas que não têm onde se agarrar a puxarem pelo que estiver mais à mão da pessoa ao lado, enfim é o extase. Surpreendentemente há sempre quem não fique satisfeito com tamanha emoção e solte um «mas o motorista tá bêbado?» ou «deve tar atrasado para ir render, e nós é que pagamos!». É mesmo impossível agradar a gregos e troianos. Na hora da saída, mais uns apertos para passar as tais pessoas estancadas, para não pisar os delicados pezinhos das referidas. Cá fora, respira-se um outro ar, poluído na mesma, mas que deixa recuperar um pouco de tanta emoção junta. Só não percebo como é que há pessoas que preferem ir confortavelmente no seu carro, a curtir a sua musiquinha, sem querer fazer parte desta magnifica experiência que é andar nos transportes públicos. São uns tristes.

RG

bus

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publicado às 00:06

Paizinho!!!

por RG, em 19.03.05
Pai

RG

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publicado às 12:10

Será que tem de ser assim??

por RG, em 17.03.05

Boa táctica, para ser aplicada em PORTUGAL:


No outro dia, quando me ia deitar, notei que havia pessoas dentro da minha garagem, a roubar coisas.
Eu liguei para a polícia, mas disseram-me que nao havia ninguém por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Eu desliguei.
Um minuto depois liguei de novo: Olá - disse eu - Eu liguei há bocado porque estavam pessoas na minha garagem. Já nao é preciso virem depressa, porque eu matei-os.

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<P><FONT face=arial><EM><U>Boa táctica, para ser aplicada em PORTUGAL:</U></EM></FONT></P>
<P><FONT face=arial>No outro dia, quando me ia deitar, notei que havia pessoas dentro da minha garagem, a roubar coisas.<BR>Eu liguei para a polícia, mas disseram-me que nao havia ninguém por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.<BR>Eu desliguei.<BR>Um minuto depois liguei de novo: Olá - disse eu - Eu liguei há bocado porque estavam pessoas na minha garagem. Já nao é preciso virem depressa, porque eu matei-os.<br&> Passados alguns minutos, estavam meia dúzia de carros da polícia na área, uma ambulância e uma unidade do Inem. Eles apanharam os ladrões em flagrante.<BR>Um dos polícias disse: - Pensei que tivesse dito que os tinha morto?!<BR>Ao que eu respondi: - Pensei que me tivesse dito que nao havia ninguém disponível...</FONT></P>
<P> <IMG height=180 alt=ladrao src="http://configuracoes.blogs.sapo.pt/arquivo/ladrao.jpg" width=150 border=0> </P>

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publicado às 19:55

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