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Instante

por RG, em 30.04.05
Os meus olhos prendem-se em ti
Encontras-te de vermelho e branco
Estás imóvel, à espera, como previ
Despertas o meu desejo, quero-te tanto;
Aproximo-me com calma
Sinto o estômago a apertar
Quero-te tocar, agarrar, saborear
Satisfazer corpo e alma;
A minha mão avança confiante
Lábios e língua em comunhão com o teu ser
Devoro-te sem hesitar, num instante
E então o momento transforma-se em prazer;
Delicio-me com a tua essência
Agradeço a tua existência
Abençoado chocolate
Doce Kitkat


RG

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publicado às 12:23

Sorrir

por RG, em 28.04.05
"Sorrir torna a vida mais fácil. Ajuda a vencer a timidez, por exemplo, e há até quem defenda a teoria de que, nas adversidades, a melhor política é rir. Talvez porque «quem ri seus males espanta...»

Quem sabe se por isso existe já uma certa terapia do riso. Pelo menos uma terapia da boa disposição. Nos cuidados médicos, acredita-se, aliás, que a disposição emocional dos doentes influencia o seu estado de saúde. Diversos estudos científicos têm provado isso mesmo, que uma atitude positiva é decisiva na recuperação dos doentes.

De tal forma que muitos hospitais – sobretudo os pediátricos e em Portugal também – estão a apostar em equipas de animação, que entretêm as crianças, numa base regular e continuada. O resultado é que ficam mais activas, movimenta-se e comunicam mais, alimentam-se melhor e resistem menos aos exames médicos. Tudo somado é meio caminho andado para deixarem o hospital mais cedo.

Há muito que os especialistas acreditam que as pessoas bem humoradas se defendem melhor das agressividades da vida – das físicas e das emocionais. Pelo contrário, quem acumula ressentimentos e irritações, tem maior tendência para desenvolver problemas de saúde.

Aliás, sabe-se que o mau humor constante pode estar associado a uma depressão, ainda que leve. São pessoas que se queixam de dores e cansaço, mas cuja origem física os médicos não identificam.

Os mais recentes estudos, desenvolvidos nomeadamente por universidades norte-americanas, concluíram mesmo que o estado de espírito e de humor actuam directamente sobre a nossa imunidade. São estudos que sugerem que há uma maior incidência de cancro em pessoas depressivas, embora esta relação não esteja cientificamente comprovada.

O que está comprovado são as virtudes do riso. Uma gargalhada vigorosa activa a musculatura facial, dos braços e do tórax, aumenta a quantidade de oxigénio e de sangue que irriga os tecidos e órgãos do nosso corpo. O humor – o bom humor – interfere de facto sobre a bioquímica do nosso organismo: é que quando se dá uma reacção positiva, entram em campo as endorfinas, substâncias que actuam nos terminais nervosos das células, responsáveis pela sensação relaxante que sentimos após a tal gargalhada.

Tudo boas razões para rir. Ou pelo menos sorrir, mesmo aos desconhecidos com que nos cruzamos na rua, no autocarro ou no café."

in Saude no Sapo

Sorriso

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publicado às 22:24

Questão alusiva ao dia

por RG, em 25.04.05
Seria possível existir este ou qualquer outro blog, sem o "25 de Abril"?



RG


Liberdade

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publicado às 14:47

Pequena fábula dos sentimentos

por RG, em 23.04.05
"Contam que uma vez, reuniram-se os sentimentos e as qualidades dos homens em um determinado local da terra. O aborrecimento havia reclamado pela terceira vez que não aguentava mais ficar à toa, e eis que a loucura propôs-lhe :

- Vamos brincar às escondidas ?
- A intriga levantou a sobrancelha intrigada e a curiosidade, sem poder conter-se, perguntou-lhe :

- Escondidas ? Como é isso ?
- É um jogo, explicou a loucura, em que fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro que eu encontrar vai ocupar meu lugar para continuar o jogo.

O entusiasmo dançou seguido da euforia. A alegria deu tantos saltos que acabou convencendo a duvida e até mesmo a apatia, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar.

A verdade preferiu não esconder-se. - Porquê esconder-me, se no final todos me encontram?

A soberba opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a idéia do jogo não ter sido dela.) , e a covardia preferiu não se arriscar.
- Um, dois, três, quatro, cinco... (começou a contar a loucura.)

A primeira a se esconder foi a pressa, que como sempre tropeçou na primeira pedra que encontrou no caminho e caiu. A fé subiu ao céu e a inveja escondeu-se atrás da sombra do triunfo, que com o seu esforço havia conseguido subir na copa da mais alta arvore. A generosidade quase que não se consegue esconder , pois cada lugar que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos. Se era um lago cristalino era ideal para a beleza; se era a copa de uma arvore, era ideal para a timidez; se era o vôo de uma borboleta, era ideal para a volúpia; se era uma rajada do vento, magnífico para a liberdade, e assim, acabou por se esconder num raio de sol. O egoismo, ao contrario, encontrou um lugar muito bom desde o inicio, ventilado, cômodo, mas fez questão de ficar apenas para ele. A mentira se escondeu no fundo do oceano (na verdade é mentira, escondeu-se atrás do arco-iris), e o desejo no centro dos vulcões. O esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não e tão importante.
Quando a loucura estava nos 999.999, o amor ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois todos já tinham ocupado os melhores lugares, ate que encontrou um roseiral, e carinhosamente escondeu-se entre as suas rosas.

- Um milhão, contou a loucura, lá vou eu !

A primeira a ser encontrada foi a pressa, caída a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a fé em uma pequena discussão com Deus sobre a origem das coisas.
Sentiu-se vibrar o desejo nos vulcões. Em um descuido encontrou-se a inveja, e claro que assim se pode deduzir onde estava o triunfo. O egoismo, este não teve de se procurar, pois ele saiu em disparada de seu esconderijo (que na verdade era um ninho de vespas).

De tanto caminhar a loucura sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a beleza. A duvida foi mais fácil ainda, foi encontrada em cima de uma cerca sem se decidir de que lado esconder-se. E assim se foram encontrando todos. O talento, entre as ervas frescas, a angustia foi encontrada em uma cova escura, a mentira, atrás do arco-iris (não, mentira, a mentira estava no fundo do oceano), e até o esquecimento, para quem havia se esquecido que ele estava a brincar às escondidas, o lugar onde ele foi achado esqueci-me, mas tudo bem.

Apenas o amor não aparecia em nenhum lugar. A loucura procurou atrás de cada arvore, de baixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.

Quando estava a ponto de dar-se por vencida, achou um roseiral e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.
Os espinhos haviam ferido o amor nos olhos.

A loucura não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e ate prometeu ser seu guia.
E....desde então, quando se brincou às escondidas pela primeira vez na terra......o amor é cego e a loucura... sempre o acompanha!"


Sentimentos

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publicado às 10:49

Patronato

por RG, em 17.04.05
Como o Patronato tem certas dificuldades em aceitar e compreender que os seus empregados são humanos, e que têm ncessidades a serem cumpridas, por vezes pela noite fora, aqui ficam algumas desculpas airosas a aplicar, caso sejam apanhados a dormir no local de trabalho:

1. - Eles disseram-me no Banco de Sangue que isto poderia acontecer.
2. -Estava só a passar pelas brasas por 15 minutos para recuperar as energias, como foi ensinado naquele curso de gerenciamento do tempo que vocês me mandaram fazer.
3. - Eu estava a tentar imaginar como seria a vida de um cego.
4. - Eu estava a verificar se meu teclado era resistente à baba.
5. - Eu estava a fazer um exercício altamente específico de Yoga para aliviar o stress do trabalho. Vocês descriminam pessoas que praticam Yoga?
6. - Por é que você me interrompeu? Eu estava quase a chegar a uma solução para o nosso maior problema. Estive a meditar sobre a missão da empresa e a tentar descobrir um novo paradigma.
7. Benzer-se e dizer... «e em nome de Jesus. Amén.»

O empregado e o Patronato

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publicado às 12:15

Tudo passa...

por RG, em 14.04.05
Tudo passa...mas a amizade, quando é honesta, permanece.
A amizade não é uma obrigação ou imposição, é uma escolha, um bem que se vai conquistando sem pressas ou prazos.
O tempo não para, os destinos separam as pessoas, mas a amizade mantém-nas ligadas.
Boa sorte para o futuro, deste teu amigo.

RG





"Procura-se um Amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor...
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."



Vinícius De Moraes




Para a Babe(L)

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publicado às 23:02

As palavras

por RG, em 13.04.05
"São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?"


Eugénio de Andrade, Poemas

As Palavras

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publicado às 21:51

Uma Configuração diferente

por RG, em 11.04.05
Para uma Configuração diferente.
Clicar na parte sublinhada.
Clicar no Start.
Depois, carregar e manter pressionada a tecla esquerda do rato para cima ou para baixo, para fazer zoom in/out.
Apreciem.


RG


carregar aqui

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publicado às 19:28

Pensamentos III

por RG, em 10.04.05
No fim, iremos lembrar não as palavras dos nossos inimigos, mas o silêncio dos nossos amigos.

- Martin Luther King, Jr.



A Vida não é uma corrida, mas uma jornada que deve ser saboreada a cada etapa.

- Desconhecido



Muitas pessoas deixaram passar a sua felicidade. Não porque nunca a encontraram, mas porque não pararam para a apreciar.

- William Feather



Perdoa os teus inimigos, mas nunca esqueças os seus nomes.

- John F. Kennedy




RG



PensamentosIII

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publicado às 10:53

A bela «febra»

por RG, em 09.04.05
As «febras» existem. E ainda bem. Haverá algo melhor nesta vida do que apreciar uma bela «febra»? Apreciar os seus contornos? O seu aroma? A sua suculência? A «febra» é algo de apetitoso, que salta à vista, que encanta pela sua forma de ser, enfim, que dá vontade de comer em qualquer ocasião. É verdade que no dia-a-dia deparamo-nos com muitos outros pitéus, há quem prefira chupar a «carninha dos ossos», ou quem se sinta mais satisfeito com uns belos e fartos «enchidos», e há até quem se contente com «pratos» requintados e finos, apesar de considerar que estes últimos deixam muito a desejar, pois apesar da beleza que ostentam, sim senhor, normalmente dada a sua pobreza de conteúdo, acabam por deixar uma pessoa com fome na mesma. Depois, há aqueles que aproveitando o facto de sermos um país aberto à alimentação internacional, são loucos por «menus» estrangeiros, quer seja uma «fast-food» americana, uma oriental «refeição» chinesa, uma sempre bem «pasta» italiana, uma tropical «picanha» brasileira, ou mesmo uma condimentada «especiaria» indiana, ou ainda, e aproveitando especialmente o verão, uma mal passada «bifa» inglesa. A «bifana» não deve ser igualmente esquecida. É verdade que apresenta um pouco mais de gordurinha acumulada, mas não há mal nenhum nisso, pelo contrário, a «bifana» que surge no momento certo, no sítio certo, é uma dádiva dos deuses. Mas a «febra» é a «febra». Com tudo no sítio, é algo de maravilhoso, que faz crescer água na boca. E se pode ser admirada em qualquer altura do ano, é na época das férias que vêm ao de cimo todas as suas potencialidades. Nada como estar numa esplanada, com vista para a praia e apreciar a «febra», bem "grelhadinha", acompanhada das suas amigas «batatinhas fritas», saborosas também por sinal, coberta apenas com uma salada. Dois pedacinhos de tomate em cima e uma folhinha de alface em baixo. Uma delícia.



RG



febra

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publicado às 12:47

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Onde o concreto e o abstracto se encontram.

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