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Bichinho irritante

por RG, em 29.04.06
Há pouco tempo atrás descobri que gosto de jogar ténis.
Desafiado e incentivado por familiares, acabei por constatar que afinal de contas, é um desporto víciante.
Antes de ter experimentado jogar, considerava uma partida de ténis, uma coisa, um tanto ou quanto aborrecida de se assistir. Afinal pode demorar horas até acabar, e se for vista ao vivo, corremos o risco de chegar ao seu final com um problema no pescoço, de tanto virar a cabeça de um lado para o outro. Simplesmente não me passava pela cabeça, que pudesse vir a gostar de exercitar tal actividade desportiva.
Mas ao começar a jogar, essa opinião mudou bastante. É um desporto que pode ser praticado em qualquer idade (bem vejo crianças e velhotes a jogar, nos campos ao lado, e a fazerem melhor figura que a minha), e que sempre dá para queimar umas calorias.
Agora, o mais engraçado, foi aperceber-me que até tenho um certo jeitinho para aquilo. Em apenas algumas jogatanas, o meu jogo atingiu já um nível bastante razoável. Claro que não chego aos calcanhares de um Agassi. E como mencionei atrás, até há miúdos e veteranos que facilmente me dariam uma coça. Mas dado o pouco tempo de experiência, até nem está mau.
Comecei então a reflectir, como é que teria adquirido uma certa habilidade para dar umas “raquetadas”. Seria por em tempos passados, ter sido “batido” em ping-pong? Ou por ter chegado a jogar basebol, quando andava na primária? De facto, isso podia ajudar, mas tinha a sensação que faltava algo mais.
E foi então que se fez luz. A explicação era lógica.
Existe um bicharoco, que me consegue irritar solenemente. A mosca varejeira. Se há ser que tira a calma a qualquer um, só pode ser este. É que ao voar desenfreadamente, e ainda por cima a emitir aquele ruído característico, azucrinador, parece que está mesmo a querer provocar uma pessoa.
Ora, quando me deparo com tal criatura, não descanso enquanto não a despacho. Podia usar um insecticida, mas nem sempre está à mão, e para além disso, deixa um cheiro desagradável. Posso abrir uma janela e enxotá-la, mas para correr o risco de mais tarde ela voltar? Não, prefiro usar uma outra técnica de eliminação, mais eficaz e definitiva. Pego numa revista ou jornal, enrolo em canudo, e zás, não paro enquanto não acertar em cheio nesse ser do demo. E posso garantir. Sou um exterminador implacável de moscas varejeiras.
Posto isto, deixo apenas um aviso. Não quero saber se alguém depois de ler este post, vai a correr fazer queixa à liga protectora dos animais. Um bicho que se alimenta de fezes, não tem lugar na minha consideração.

RG

zzz

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publicado às 13:06

Avaliação

por RG, em 27.04.06
"Julga um homem pelas suas questões e não pelas suas respostas."

Voltaire

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publicado às 22:24

Um tanto ou quanto vergonhoso

por RG, em 26.04.06
Tenho uma certa dificuldade em decorar os nomes das ruas.
Tirando o nome das ruas onde moro e trabalho (estas duas, porque são necessárias no preenchimento de vários documentos), e mais umas quantas que se contam pelos dedos de uma mão, não consigo associar a maioria dos nomes das restantes ruas de Lisboa e arredores, com a sua localização.
Ora sendo eu um alfacinha de gema, padecer deste mal é um tanto ou quanto embaraçante.
É que se já é mau, fazer figuras tristes à frente de outros naturais da capital, mais ridículo, é estar a falar com alguém que vive há pouco tempo em Lisboa, e chegar à triste conclusão que essa pessoa já conhece melhor os nomes das ruas do que eu.
Tudo bem que consigo compensar esse defeito, com outras qualidades. Por exemplo, nos parques de estacionamento, costumo ter um óptimo sentido de orientação, para descobrir o lugar onde deixo estacionado o carro. Mesmo que seja a primeira vez que tenha ido a esse parque, o que não deixa de ser um feito considerável.
De qualquer forma, há outras maneiras de conseguir identificar uma rua. Normalmente há um restaurante ou café que ajudam a situá-la. Um qualquer estabelecimento, estátua ou até um jardim, que podem servir de referência.
Mas convenhamos que é lamentável ser abordado por um turista, quer seja nacional ou estrangeiro, e não saber indicar onde fica a rua X ou Y. E o pior é quando estamos precisamente na rua pretendida. Lá tenho que fazer a pergunta da praxe: «Então mas anda à procura dalguma coisa em específico? É que assim era mais fácil. Pelo nome não estou a ver.»
Nessas alturas, não sei bem porquê, mas costumo lembrar-me com frequência dos U2 e daquela sua musiquinha…”Where The Streets Have No Name”.

RG

Urbanidades

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publicado às 22:26

A ausência

por RG, em 24.04.06
Sentir a ausência de algo ou alguém, é das sensações mais estranhas que se pode ter.
E ultimamente, a ausência tem sido uma constante.
O próprio blog que o diga. A ausência de inspiração tem as suas consequências. Isso e o facto do Sapo andar com muita pancada (ou falta dela).
No trabalho, sinto a ausência daquelas pessoas que fazem a diferença entre, “ir” trabalhar e “ter” que ir trabalhar. Pessoas que partiram há bastante tempo, outras há pouco, e ainda aquelas que estão agora a partir.
Este fim-de-semana foi a confirmação em definitivo, que o Glorioso, ficará ausente de títulos esta época.
É muita ausência junta…

RG

Ausência

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publicado às 00:13

Feitios

por RG, em 14.04.06
Existem pessoas que são como as amêndoas da Páscoa.
Possuem uma cobertura doce, para disfarçar a sua amargura.

RG

amêndoas

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publicado às 20:48

Vingança...

por RG, em 13.04.06
vingar

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publicado às 21:51

A minha novela favorita

por RG, em 12.04.06
A minha novela preferida, e única que vejo, passa na SicRadical e dá pelo nome de Wrestling.
Comparar o Wrestling com as novelas que passam por ai, na Tvi ou Sic, não é tão absurdo como parece à primeira vista.
O Wrestling, acaba por ter todas as características de uma novela normal. Como toda a gente sabe - e se não sabem, deviam saber - tudo não passa de uma grande encenação.
Os combates são planeados. Os lutadores, quais actores, interpretam e executam os combates, de uma maneira melhor ou pior, conforme o seu profissionalismo, simulando golpes com uma teatralidade impressionante. Existe ódio, paixão, traição, amizade, vingança, ciúme e até amor (sim, porque existem as “divas”, como são classificadas as boazonas lá do sítio, que andam envolvidas com lutadores), ou seja todos os condimentos típicos de uma novela campeã de audiências.
Mas se eu não gosto de ver novelas, por achar que são sempre a mesma coisa, o que me faz gostar do Wrestling, que é algo tão aldrabado?
Desconfio que esse gosto, deve ter haver com uma costela romana, que existe em muitos de nós. Há qualquer coisa de coliseu romano, numa arena de Wrestling. E tal como os antigos romanos vibravam com os combates dos gladiadores, o meu lado mais irracional sobressai e vibra com os embates daquelas bisarmas da luta livre.
Tudo bem que para isso existem outras modalidades, como o “Vale-tudo” ou K1, onde as lutas são genuínas. Mas o Wrestling tem graça, por ter uma desenvolvimento e evolução de personagens e situações.
Ainda por cima, desde a 1ª vez que o Wrestling apareceu em Portugal, comentado pelo saudoso Tarzan Taborda (que insistia sempre em dizer, que aviava em todos os que ousassem desafiá-lo), esta modalidade creceu muito.
Tornou-se um espectáculo, com muito marketing à volta. O sucesso é tal, que alguns lutadores passaram inclusive para o cinema.
Vendo bem as coisas, os americanos podem ser palhaços em muita coisa, mas ao menos fazem a palhaçada em grande estilo.

RG

novelas

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publicado às 23:19

O dilema do carteiro

por RG, em 10.04.06
Selo ou não selo? Eis a questão...

RG

Selo...ou não selo?

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publicado às 22:20

Estilismos

por RG, em 09.04.06
"A moda é uma forma de fealdade tão intolerável, que temos de alterá-la a cada seis meses."

Oscar Wilde

Estilismos

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publicado às 23:22

Como no oeste selvagem

por RG, em 08.04.06
Em princípio, toda a gente já passou por esta situação.
Ir a caminhar na rua, e confrontar-se com alguém que vem na nossa direcção.
Por vezes, nessas alturas, decorre algo parecido com os duelos que se vêem nos filmes de cowboys.
Ou seja, há ali uma medir de “forças”. Só que em vez de ser para determinar quem saca primeiro da arma para disparar, é para avaliar quem desiste, e acaba por se desviar do caminho da outra pessoa. Digamos que é o jogo da persistência.
E neste jogo, tenho as minhas próprias regras. Por exemplo, se me deparar com velhinhos ou crianças, não faço muita questão de os fazer frente porque não metem “pica”. Logo, desvio-me tranquilamente para os deixar passar, coitados. Esta acção também é válida para aqueles tipos, arraçados de “armários”, embora aqui seja por uma razão diferente. Não me vou armar em parvo e esbarrar num gajo destes, para me sujeitar a levar uma galheta. É por assim dizer, um evitar de duelo desnecessário, que poderia resultar numa derrota “marcante” para mim.
Agora, o resto do pessoal já se arrisca a um confrontozinho comigo. Pronto, ok. Talvez dê passagem a uma ou outra menina, mas na maioria dos casos, não dou hipótese. Afinal de contas, dá um certo gozo, fazer com que os outros se desviem.
Convém não haver hesitações. Se for preciso, faz-se cara de poucos amigos, e avança-se sem medo, em linha recta. Ou então, também se pode usar a técnica do distraído, e fingir que não se está a ver o “adversário”. O que interessa é mostrar que não há maneira de nos deterem o passo, e que irremediavelmente tem de nos dar passagem.
E de cada vez que isso acontece só falta marcar um traço, por exemplo, no cinto, para ir registando o Nº de vitórias. Aliás, penso que toda a gente devia ter um “cinto de confrontos de peões” à vista. Assim, era mais fácil determinar que tipo de adversário estaríamos a defrontar e avaliar o seu “ranking”.
Há no entanto condicionantes, que podem alterar ligeiramente estas regras. No caso de estar a chover, se eu não tiver chapéu-de-chuva e a outra pessoa sim, o mais provável é ir por baixo das varandas e não me desviar mesmo de ninguém.
Ninguém, excepto dos tipos arraçados de armário, óbvio.
Na situação contrária, se eu tiver chapéu, dou sempre prioridade a quem não tem chapéu, para passarem debaixo das varandas.
Vitórias sim, mas com um mínimo de honra.

RG

lei do oeste selvagem

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publicado às 14:10

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