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Atentado

por RG, em 31.10.06
Quem pensa que Portugal está livre de actos de terrorismo, desengane-se.
Eles encontram-se por todo o lado, seja na terriola, ou na cidade. E nem é preciso estar muito atento, para se dar conta dos mesmos.
Aliás, os terroristas em causa topam-se a léguas. Não que sejam muito visíveis, são isso sim, muito…audíveis.
Ah, e estes indivíduos, em vez de turbantes na cabeça, utilizam capacetes.
Pois que, volta e meia, temos que aturar determinadas pessoas a andarem de “mota” (se é que se pode chamar mota, a certas máquinas que não andam nada, e que fazem mais barulho do que um porco numa matança), cujo principal prazer, é ensurdecer toda a população que se encontra à volta, num raio de 1000 kms.
Para quando, pergunto eu, uma multa no mínimo de 500 €, com apreensão imediata de veículo, quando se apanhasse alguém a conduzir motorizadas que só fazem é poluição sonora?

RG

Atentado sonoro

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publicado às 19:23

Excerto de um livro da Vida

por RG, em 23.10.06
“Mais um dia de trabalho chegado ao fim.
A saída da Torre 1, do Amoreiras, foi feita de forma calma. Em menos de 5 minutos, como habitualmente, já se encontrava no outro lado da rua, na fila para apanhar o autocarro, pronto para voltar a casa.
«Desta vez até nem está muita gente.» - Pensou.
Num gesto rotineiro, retirou o seu leitor de mp3 Creative, da sacola a tira-colo. Nada como um chill-out para relaxar a cabeça, e para ajudar a encarar os apertos dos transportes públicos, em hora de ponta.
Foi então que algo lhe chamou a sua atenção. O seu campo de visão lateral, captou uma movimentação estranha. Ao rodar a cabeça para a esquerda, para a parte interior do passeio, viu uma cena digna de um filme. «Mas que raio é isto?!...» foi o pensamento que lhe ocorreu, enquanto a sua mente ia tentando assimilar o que se estava a desenrolar.
Um homem, na casa dos seus 40, jazia de costas no chão. De aspecto frágil, encontrava-se completamente imóvel, apenas com a mão direita à frente do rosto, posicionada como uma última (embora patética) defesa ante a figura que se encontrava inclinada sobre ele. Essa figura, era um homem com uma compleição física imponente. Vestia umas calças de ganga azuis e um casaco de cabedal preto. Alto, entroncado, com cabelo comprido, aloirado, dava ares a um mafioso do leste. Este último, encontrava-se debruçado sobre o primeiro, e embora a distância não permitisse perceber o que dizia, era perfeitamente perceptível que utilizava um tom de voz ameaçador, complementado pelo punho fechado da mão direita, direccionado à cara do homem que estava deitado na calçada. Outros 2 homens estavam relativamente perto. Ambos de cabelo rapado, de igual aspecto mafioso, deviam ser conhecidos do homem que estava com a atitude agressiva, concedendo a este uma segurança extra.
Tirando 2 mulheres que olhavam fixamente para todo aquele aparato, curiosamente, mais ninguém parecia ter reparado, ou pelo menos fingiam não o ter feito.
«Mas que raio…» - Pensou outra vez. «Mas será possível, que isto esteja a acontecer, em plena via pública? Um gajo a oferecer porrada a outro, sem mais nem menos?»
Não era fácil perceber o motivo que despoletou aquela situação. Situação essa que não durou muito, diga-se de passagem. Em poucos minutos, os 3 mafiosos, abandonaram o local, após o cabeludo ter deixado bem claro, quem é que mandava ali.
O homem de aspecto frágil, levantou-se de pronto. Olhou em volta e deu de caras, com as 2 mulheres que tinham acompanhado mais atentamente, todo aquele aparato. Expressou uma careta, como que a dizer “Isto não dá para acreditar”. De seguida sentou-se num banco, sacou de um telemóvel, e começou a falar para alguém do outro lado da linha, provavelmente a descrever o que lhe tinha acabado de suceder.
As mulheres afastaram-se, a cochichar. O autocarro chegara. O ameaçado ainda estava sentado, mas agora a falar sozinho, com um ar incrédulo.
Dentro do autocarro, as suas ideias, ainda estavam confusas. «O que teria sido aquilo?» - Questionava-se. Constatou que o mundo está cada vez mais agressivo, e as pessoas mais passivas a tudo isso.
O trânsito, e o chill-out, afastaram os seus pensamentos para longe…”

RG

Nota: Baseado em factos verídicos

Espelho

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publicado às 23:05

A diferença entre ir ver uma treta de filme, e um “Filme da Treta”

por RG, em 21.10.06
Quem gostou da “Conversa da Treta”, primeiro na televisão e depois no teatro, não deve deixar de dar um saltinho ao cinema, para ver a sua versão cinematográfica.
Em perto de 1h e meia de película, somos brindados com o (bom) humor habitual da dupla “Zézé” e “Toni”.
Muitos trocadilhos com a nossa língua e a inglesa, a provar que por detrás de uma aparente simplicidade, existe muito trabalhinho para desenvolver os textos narrados.
Não é um filme deslumbrante, mas as gargalhadas estão garantidas. E sinceramente, o “Filme da Treta” deixa ao canto, várias comédias Hollywoodescas, que de piada, só têm a fama.
Ah, e ao que parece, este será apenas o primeiro de uma trilogia. Ó c’um camandro, c’um catano, e c’um caneco…

RG

Tretas

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publicado às 21:15

Tédio

por RG, em 15.10.06
tédio

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publicado às 12:04

Comemoração

por RG, em 11.10.06
36 Anos. Este é o tempo que passou desde que o meu excelentíssimo Pai, e a minha estimada Mãe, resolveram dar o nó matrimonial.
Ontem, lá se deu a comemoração do trigésimo sexto aniversário de casamento.
Foi uma ocasião que deu que pensar, embora confesse que me tinha esquecido totalmente dessa data. Fui recordado subtilmente pela minha mãe, ao me questionar se não estava esquecido de nada.
Mas esquecimentos à parte, dá que pensar o que faz duas pessoas ficarem tanto tempo juntas. Tudo bem, há muita gente que até tem mais anos de casados, mas 36 anos já se pode considerar uma fasquia bem elevada, hoje em dia.
Como qualquer casal, já tiveram os seus altos e baixos na relação. Viveram momentos de muita alegria, e igualmente de muitas arrelias. Mas apesar das diversas contrariedades, lá conseguiram ultrapassá-las, dando jus ao voto de união. Terá sido só o amor, que permitiu tal feito? Não foi, quase de certeza. Quer dizer, também ajudou, mas como se sabe, o amor, a atracção entre 2 pessoas, não costuma durar assim tanto tempo. Existe sim, é uma miscelânea de sentimentos, como o carinho, o respeito, a cumplicidade, e claro uma certa acomodação, que permitem uma relação durar. É esse cocktail de sensações que determina o aguentar, ou não, de um relacionamento.
Por outro lado, é igualmente verdade, que muitos casais da “velha guarda”, só duram/duravam imenso tempo, porque a mulher tinha um tratamento especial. Ou seja, tinha que ficar em casa, tratar da mesma e dos filhos, não tinha ordem de soltura, não tinha rendimentos próprios, logo tinha que se sujeitar a subsistir do marido e dos seus caprichos. Sofria de maus tratos? Encornanço? Azar. Era a lei do come e cala. (O que não significava, que as mulheres eram todas umas santinhas indefesas).
Hoje em dia a coisa mudou muito. As mulheres estão mais independentes, quer a nível financeiro, quer de um certo preconceito social, mais antiquado, em que parecia mal se se divorciassem por “dá cá aquela palha”. Portanto têm muito mais liberdade para darem à sola de uma relação, assim que a mostarda lhes chega ao nariz. Às vezes, nem é preciso tanto, basta simplesmente…fartarem-se.
Mas regra geral, o que afecta as pessoas, homens ou mulheres, é serem egoístas. Normalmente, quem está sozinho, lamenta a solidão, e quem está junto, muita vezes, queixa-se que não está devidamente acompanhado/a.
Numa sociedade, onde se vive a 1000/h, onde se consome fast-food, vivem-se fast-relations.
É ver, conhecer, pinocar, e sonhar que vai dar tudo certo. Até aparecerem as primeiras divergências. Nessa altura, a paciência e a compreensão vão às urtigas. E o que era um amor incondicional, uma certeza apaixonante, rapidamente se transforma em mais uma cabeçada na vida.
Calma, não sejamos pessimistas. Nem todos os casais jovens são assim felizmente. Mas o que é certo, é que o grau elevado de actuais divórcios, está à vista.
36 anos de casamento? É razão mais que suficiente para se abrir uma garrafa de espumante (que o champanhe ainda é caro). Estar entra as bodas de prata e as bodas de ouro, é uma raridade quase tão grande, como encontrar parques de estacionamento sem arrumadores.

RG

Tempo

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publicado às 22:48

Golpe de vista

por RG, em 10.10.06
No fundo, quem criou a Internet foi um oculista.
Afinal, tendo em conta que o tempo dispendido por uma pessoa à frente de um computador, é directamente proporcional às dioptrias na sua vista, quem é que fica a ganhar com isso?

RG

visão da coisa

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publicado às 23:58

Acontece muito..

por RG, em 06.10.06
Musica

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publicado às 16:08

Rotina

por RG, em 05.10.06
Desacelera
Respira fundo
Aproveita melhor a vida
Repara como a rotina rouba o teu tempo
Saboreia com mais calma cada momento
Pois se te escapa o controlo do mundo
Ao menos que a tua existência seja sentida


RG

A nossa vida

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publicado às 11:04

Como distinguir um concerto musical, entre uma vedeta, e um aspirante a…

por RG, em 02.10.06
Concerto da vedeta:
1) 1h antes do início previsto, a multidão de fãs que esgota completamente o recinto, puxa pela sua entrada.
2) 30min. antes do início previsto, a multidão de fãs que nem se consegue mexer, vibra com o sound check feito pelos técnicos de som.
3) Em cima da hora prevista, a multidão de fãs exalta, com a expectativa da sua entrada.
4) 15min. depois da hora prevista, a multidão delira com a sua entrada.
5) Ao menor acorde, no princípio de cada música, o público aclama entusiasticamente.
6) O final de cada música, é efusivamente aplaudido.
7) Independentemente da nacionalidade da vedeta, qualquer barbaridade dita por si, é brindada com um coro de incentivos e aplausos por parte do público. (nem precisam ser palavras, grunhidos são suficientes)
8) A vedeta, pode fazer uma pausa de 10min, antes do encore, sem que o público pare de incentivar o seu regresso.
9) Passados 10min do final do concerto, a multidão continua sem arredar pé do recinto, a cantar “só mais uma”, na esperança que a vedeta ainda volte ao palco.

Concerto de um aspirante a vedeta:
1) 1h antes do início previsto, o recinto está vazio.

2) 30min. antes do início previsto, o recinto continua vazio.
3) 10min. antes do início previsto, o aspirante começa o concerto, para “agarrar” a meia dúzia de pessoas que estão no recinto. (e que por acaso são seus amigos e familiares)
4) 15min. depois da hora prevista, a vedeta implora que as restantes pessoas que entretanto chegaram, cerca de mais meia dúzia, aproximem-se para perto do palco, para compor mais a coisa.
5) No início de cada música, o aspirante bem se esforça para entusiasmar o público. Sem sucesso, diga-se.
6) No fim de cada música, o aspirante tem de pedir palmas ao público, que nem se tinha apercebido do seu final.
7) Por muito que o aspirante tente manter o dialogo com o público, o máximo que consegue, é ser coroado alguns assobios.
8) Assim que o aspirante se despede, 90% das pessoas vira costas para se ir embora. Pelo que, o aspirante volta a correr, a dizer: “Afinal temos tempo para mais uma.”
9) Antes do encore acabar efectivamente, já 95% do público, deu à sola do recinto.

RG

Vedetismos

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publicado às 22:55

Fast Food

por RG, em 01.10.06
Já se sabe que uma alimentação desequilibrada, é prejudicial à saúde, certo?
Também é do conhecimento geral que a chamada “Fast Food”, é a que mais contribui para que um grande número de pessoas, apresente uma silhueta semelhante ao boneco da Michelin, correcto?
Agora, se já inquietante ver por ai certas pessoas, principalmente crianças de tenra idade, bem anafadas, fruto desse hábito alimentar, que é comer hambúrguers e pizas a torto e a direito, imagina-se o que é estar a andar na rua e dar de caras com um, bem constituído, rato de 56 cm?!
Ah pois é! Não deve ser lá muito agradável.
Segundo uma notícia na revista “Sábado” (nº122), em Inglaterra, verificou-se que estes roedores citadinos, têm aumentado significativamente de tamanho, porque na sua dieta à base de restos de lixo, regista-se um aumento acentuado de proteínas, provenientes das sobras da vulgar “comida de plástico”. No sul de Londres, foi então apanhado um ratito com os tais 56 cm de comprimento.
Ora bem, um bicho desta envergadura, é até capaz de virar um cão de pequeno porte, estilo os chihuahuas das tiazocas. Logo, é de meter respeito.
O pior é pensar que não será esta situação, no fundo, uma pescadinha de rabo na boca? Em que os donos destas cadeias de alimentação, engordam de propósito os ratos das traseiras, com restos de hambúrguers, para depois apanhá-los e servirem-nos como carne suculenta, nesses mesmos hambúrgueres, aos clientes? Sempre lhes saía mais barato que a carne de vaca.
Tendo em conta que se diz que os gatos nas vizinhanças dos restaurantes chineses, costumam desaparecer misteriosamente, não é de descartar nenhuma hipótese.

RG

Equilíbrio Alimentar

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publicado às 14:53

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