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Comemoração

por RG, em 11.10.06
36 Anos. Este é o tempo que passou desde que o meu excelentíssimo Pai, e a minha estimada Mãe, resolveram dar o nó matrimonial.
Ontem, lá se deu a comemoração do trigésimo sexto aniversário de casamento.
Foi uma ocasião que deu que pensar, embora confesse que me tinha esquecido totalmente dessa data. Fui recordado subtilmente pela minha mãe, ao me questionar se não estava esquecido de nada.
Mas esquecimentos à parte, dá que pensar o que faz duas pessoas ficarem tanto tempo juntas. Tudo bem, há muita gente que até tem mais anos de casados, mas 36 anos já se pode considerar uma fasquia bem elevada, hoje em dia.
Como qualquer casal, já tiveram os seus altos e baixos na relação. Viveram momentos de muita alegria, e igualmente de muitas arrelias. Mas apesar das diversas contrariedades, lá conseguiram ultrapassá-las, dando jus ao voto de união. Terá sido só o amor, que permitiu tal feito? Não foi, quase de certeza. Quer dizer, também ajudou, mas como se sabe, o amor, a atracção entre 2 pessoas, não costuma durar assim tanto tempo. Existe sim, é uma miscelânea de sentimentos, como o carinho, o respeito, a cumplicidade, e claro uma certa acomodação, que permitem uma relação durar. É esse cocktail de sensações que determina o aguentar, ou não, de um relacionamento.
Por outro lado, é igualmente verdade, que muitos casais da “velha guarda”, só duram/duravam imenso tempo, porque a mulher tinha um tratamento especial. Ou seja, tinha que ficar em casa, tratar da mesma e dos filhos, não tinha ordem de soltura, não tinha rendimentos próprios, logo tinha que se sujeitar a subsistir do marido e dos seus caprichos. Sofria de maus tratos? Encornanço? Azar. Era a lei do come e cala. (O que não significava, que as mulheres eram todas umas santinhas indefesas).
Hoje em dia a coisa mudou muito. As mulheres estão mais independentes, quer a nível financeiro, quer de um certo preconceito social, mais antiquado, em que parecia mal se se divorciassem por “dá cá aquela palha”. Portanto têm muito mais liberdade para darem à sola de uma relação, assim que a mostarda lhes chega ao nariz. Às vezes, nem é preciso tanto, basta simplesmente…fartarem-se.
Mas regra geral, o que afecta as pessoas, homens ou mulheres, é serem egoístas. Normalmente, quem está sozinho, lamenta a solidão, e quem está junto, muita vezes, queixa-se que não está devidamente acompanhado/a.
Numa sociedade, onde se vive a 1000/h, onde se consome fast-food, vivem-se fast-relations.
É ver, conhecer, pinocar, e sonhar que vai dar tudo certo. Até aparecerem as primeiras divergências. Nessa altura, a paciência e a compreensão vão às urtigas. E o que era um amor incondicional, uma certeza apaixonante, rapidamente se transforma em mais uma cabeçada na vida.
Calma, não sejamos pessimistas. Nem todos os casais jovens são assim felizmente. Mas o que é certo, é que o grau elevado de actuais divórcios, está à vista.
36 anos de casamento? É razão mais que suficiente para se abrir uma garrafa de espumante (que o champanhe ainda é caro). Estar entra as bodas de prata e as bodas de ouro, é uma raridade quase tão grande, como encontrar parques de estacionamento sem arrumadores.

RG

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