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Queres ser como uma rã?

por RG, em 14.08.07
Se uma rã for colocada numa panela com água a ferver, vai saltar de imediato para fora dela, devido ao choque de temperatura.
Mas se a rã for colocada na panela, com água morna, e então aumentar-se gradualmente a temperatura da mesma, a rã não se vai sentir incomodada, e irá permanecer na panela até…ser retirada de lá a tempo.
 
Com as pessoas, está a passar-se de certa forma, um fenómeno parecido.
 
Devido ao aquecimento global, nós estamos a ser “cozidos” lentamente.
Como não se trata de uma variação brusca, como não se dá um choque térmico súbito, e como estamos demasiado distraídos com a nossa vidinha, não damos a devida importância a este acontecimento.
 
Basicamente, a causa do aquecimento global, é a poluição proveniente do carbono (CO2) lançado para a atmosfera, que cria um efeito de estufa à volta da Terra.
 
Numa situação “normal”, dos raios solares que chegam à Terra, uma parte significativa dos mesmos, é reflectida de volta para o espaço, principalmente através das zonas glaciares, que funcionam como enormes espelhos.
Desta forma, a Terra absorve apenas o calor necessário para garantir a energia que alimenta a vida.
 
No entanto, devido ao efeito de estufa, o planeta não está a conseguir reflectir os raios solares, que ficam “retidos” na tal camada de CO2 concentrada na atmosfera circundante.
Como a Terra não consegue arrefecer, vai aumentado o seu calor.
 
Com o aumento do calor, surgem várias consequências.
As zonas glaciares começam a derreter. Logo aí, vão-se à vida, os tais “espelhos reflectores”.
Para além disso, se o gelo derrete, o nível da água aumenta, e naturalmente, as zonas terrestres costeiras de todo o mundo ficam submersas, o que obriga à deslocação de milhares de pessoas que habitam essas zonas, para áreas mais interiores, causando uma concentração populacional de risco.
 
Outro efeito relacionado, é que o aumento da temperatura das águas é directamente proporcional ao aumento do vento. Ou seja, se por acaso um furacão passar por uma zona de águas mais aquecida, vai aumentar a sua própria intensidade, tornando-se mais perigoso.
 
Um outro resultado do aquecimento global, é uma relação quase extrema de zonas afectadas com cheias/secas.
Por um lado, em certas áreas, com a evaporação da água para a atmosfera, passa a haver uma maior concentração de humidade na atmosfera o que origina uma maior precipitação de chuva.
Por outro lado, noutras áreas, a evaporação de lagos, rios, etc., acaba por ser total, causando secas graves para o meio ambiente.
 
Em princípio, já quase toda a gente reparou como o tempo anda maluco.
Já não se distingue muito bem as quatro estações. Nos últimos anos, o Verão tem tendência a ser mais quente, enquanto que o Inverno, bem, o Inverno, não tem sido muito frio como habitualmente.
 
A poluição está a dar cabo do nosso planeta, com efeitos que podem ser (se é que já não são) irreversíveis.
 
Enquanto as grandes potências mundiais não resolvem o problema, nomeadamente através das indústrias, que emitem imensos gases das fábricas, ou queimando enormes porções de florestas, nós podemos dar um contributo significativo para a preservação do ambiente.
 
Escolher electrodomésticos de baixo consumo energético, optar por veículos que emitam menos CO2, isolar devidamente as nossas casas, optar por energias renováveis, são alguns passos que estão ao alcance da maioria das pessoas e que ajudam significativamente a preservar a nossa casa global, que é a Terra.
 
Sinceramente, já tinha lido em revistas e jornais, alguns artigos sobre esta questão. Mas foi o documentário “Uma verdade inconveniente” (o qual recomendo o seu visionamento) conduzido pelo Al Gore, que serviu como uma espécie de despertador na minha cabeça, e que serviu de inspiração para este post.
Se não for feito nada, dentro de 50 anos aproximadamente, as consequências serão extremamente graves, principalmente devido à seca que se vai verificar a nível mundial.
 
Convém não sermos como a rã, e deixarmo-nos estar, enquanto a temperatura aumenta.
Se queremos um futuro mais sorridente para nós, e para os que cá vão ficar depois de nós, agora, é o tempo de agir.
 
RG

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