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Fagulha

por RG, em 30.04.10

 "Até o último suspiro de um fósforo, permite acender uma fogueira de emoções."

 

RG

 

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publicado às 20:43

Bom senso

por RG, em 29.04.10

"Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam connosco."

 

François La Rochefoucauld
 

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publicado às 23:16

Por vezes

por RG, em 27.04.10

  "I see angel faces with devil bodies."

 

RG

 

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publicado às 22:49

Mau dormir

por RG, em 26.04.10

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publicado às 22:25

Afinal de contas, apenas uns simples passarecos

por RG, em 25.04.10

  Quando alguém decide ter um animal de estimação, costuma fazê-lo porque aprecia animais e a companhia que proporcionam.

  No caso cá de casa, a última escolha, feita há mais de 3 anos, recaiu sobre um casal de periquitos. Tótó e Patetuça.

 

  O primeiro a chegar foi o macho Tótó. Meio apardalado (ou mais correctamente, apiriquitado, dada a sua raça), com a sua nova realidade, parecia estranhar o facto de já não ter a companhia dos outros pássaros da loja.

 

  Por isso, não tardou muito, até lhe ser apresentado a sua nova companheira, a Patetuça. Qual serviço de encontros, lá lhes foi impingido à força, uma união romântica.

 

  Os dois revelaram desde logo, personalidades muito diferentes. Enquanto que ele era mais manso, e fácil de lidar, entenda-se, agarrar, já ela era o mais arisca possível, e espetava cada bicada, que fazia uma pessoa ver estrelas.

 

  Ora, passada a primeira fase, em que havia algum receio de eles serem eventualmente incompatíveis um com o outro, viu-se que havia ali relação com patas para andar.

 

  Penso que essa relação ficou em parte facilitada, porque rapidamente foi imposta uma regra simples entre eles. Quem usava as calças lá na gaiola, era a Patetuça e pronto.

  Exemplo disso, era o facto de apesar de haverem 2 comedouros, ela ia sempre embicar no qual ele estivesse a comer. E ele, só tinha que se pirar o quanto antes, apesar dos protestos, senão arriscava a levar mesmo no bico, ou a ficar com uma ou outra pena a menos.

 

  Os pássaros, e os periquitos em particular, não têm, nem de perto nem de longe, a mesma graça que os cães ou gatos costumam ter. Aliás, até são um bocado irritantes. Os periquitos não “cantam”, só fazem barulho a chilrear. Estes dois então, até parecia que tinham particular prazer de elevarem os decibéis das suas conversações, quando se queria ouvir alguma coisa na televisão.

 

  De qualquer forma, acabam sempre por ter a sua piada. Como lhes era dada liberdade, podiam vaguear pela casa. Habitualmente, remetiam-se ao seu território. A sala onde estava a gaiola. Mas esvoaçavam por ali. Sabiam chamar, quando tinham pouca comida ou água. Sabiam alertar, quando ficavam às escuras, e não conseguiam ver o caminho de volta à gaiola. Andavam atrás um do outro, ora a embirrar e às turras, ora cheios de bicadinhas ternurentas e melosas. Existem casais humanos com menos cumplicidade.

 

  O tempo foi passando, e lá resolveram procriar. Só que como não havia ninho, e ter mais passarada não era opção, a lei do aborto entrou em vigor por estas bandas.

 

  Mas a felicidade reinava, e não podiam estar separados um do outro. Quando isso acontecia, mesmo que fosse por breves momentos, começavam a piar desesperadamente um pelo outro, típico de quem anseia pela reunião.

 

  Infelizmente, o pior aconteceu anteontem. Fruto de uma evitável negligência humana, a Patetuça morreu. Foi com um aperto no coração que a vi a fechar os seus olhitos. Que senti o seu frágil corpo a ficar inerte. Custou sentir que aquele ser, sempre tão espevitado, que não se deixava agarrar sem luta, agora jazia imóvel.

 

  O Tótó, por seu lado piou aflitivamente. Voou de um lado para o outro, como que a tentar perceber porque já não tinha ao pé de si, a sua companheira de vida.

  Embora esteja a reagir aparentemente bem, não sei até que ponto se aguentará. Dizem que os periquitos estabelecem ligações muitos fortes, e que por vezes morrem de desgosto. Talvez não seja bem assim, só esperando para ver.

 

  Pelo seu encanto, os animais de estimação quase sempre passam a ser considerados parte da família, e são tratados como tal. Uns até são tratados melhor que muita gente.

 

  Estes dois, são um desses casos. Não que tivesse um paixão avassaladora por eles, mas é engraçado como estas criaturinhas, com o seu jeito de ser, fazem uma pessoa sentir-se mais animada no seu dia-a-dia. Mesmo sendo, afinal de contas, apenas uns simples passarecos.

 

 RG

 

 

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publicado às 19:52

Muse - Undisclosed Desires

por RG, em 24.04.10
I know you suffered
But I don't want you to hide
It's cold and loveless
I won't let you be denied

Soothe me
I'll make you feel pure
Trust me
You can be sure

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognise your beauty is not just a mask
I want to exorcise the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your
heart

You trick your lovers that you're wicked and divine
You may be a sinner
But your innocence is mine

Please me
Show me how it's done
Tease me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognise your beauty is not just a mask
I want to exorcise the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your
heart

Please me
Show me how it's done
Trust me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognise your beauty is not just a mask
I want to exorcise the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your
heart
 
Muse
 
 

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publicado às 19:12

Como identificar a orientação sexual de uma pessoa?

por RG, em 22.04.10

  Esqueçam os supostos tiques, roupas que usam, companhias, ou comportamentos enfemeninados. 

 

  Para saber se alguém é gay ou não, basta perguntar se prefere ir comer ao McDonald's ou ao KFC. Tenha atenção à resposta dada.

 

  Se a outra pessoa optar pelo McDonald's, será uma decisão hetero, mas se a opção recair sobre o KFC, então esse será o indício que é homossexual.

 

  E isto porquê? Ora bem, segundo declarações (mirabolantes) do Presidente da Bolívia, Evo Morales, a causa da homossexualidade são os transgénicos que se encontram no frangos:

 

"A teoria de Morales é que a grande quantidade de hormonas femininas nos frangos está na origem da alteração de comportamentos sexuais nos homens, levando à homossexualidade. Existem “tantos homossexuais na Europa e no Mundo” por causa dos alimentos geneticamente modificados que consomem em grande escala, justificou o presidente."(ionline.pt)

 

  Pois é. Posto isto, podem crer que nos roteiros turísticos gays, vai passar a constar a cadeia de restaurantes de fast-food de frangos, mais conhecida do mundo.

 

RG

 

 

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publicado às 19:51

Inevitavelmente

por RG, em 21.04.10

  Se quem cala consente, os mudos são os primeiros a anuir.

 

RG

 

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publicado às 19:17

Quem domina a Língua Portuguesa?

por RG, em 20.04.10

  Para quem pensa que sabe mais do que um miúdo de 8 anos, pode experimentar este teste de Língua Portuguesa:

 

  http://www.anossaescola.com/tarouca/recursos/Escolhamultipla2.htm

 

  Mais de 80%, já é um óptimo resultado!

 

  RG

 

 

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publicado às 22:23

Conduta dos motoristas da Carris

por RG, em 19.04.10

  Quem como eu, utiliza os transportes públicos, e em particular a Carris, tem a possibilidade de desfrutar algo que escapa à maioria das pessoas.

  A conduta dos motoristas da Carris (caC).

  E o que tem a caC de especial? Bom, em primeiro lugar, convém salientar que a mesma só terá verdadeiro valor para quem trabalha efectivamente como motorista na Carris. Para os outros condutores, exceptuando talvez os da Refer ou Vimeca, que possivelmente se regem da mesma forma, pouco ou nenhum impacto terá.

 

  A caC faz com que os seus motoristas invertam um pouco as regras de trânsito. Por exemplo, quando 2 autocarros se cruzam, o que se apresenta pela direita, é que perde (ou cede, dependendo do ponto de vista) a prioridade, ao contrário do que é habitual.

  Da mesma forma, quando o encontro se dá numa rotunda, quem já está a circular no interior da dita, usualmente cede a prioridade ao veículo que está para entrar.

  Estes gestos, são possivelmente incutidos na altura da formação inicial. Presumo que tal posição se deva ao facto, que muito cedo eles terão percebido que se não fossem eles a ajudarem-se internamente, dificilmente poderiam contar com a amabilidade dos demais condutores "externos".

 

  Salvo raras excepções claro condutor comum português, assim que vê um autocarro à frente, só pensa: "F***-se, já estou entalado/a outra vez!".

  A verdade é esta, ninguém quer ceder a prioridade, a passagem, ou dar qualquer outra abébia a um autocarro, porque sabe que uns metros mais à frente, pode ter o azar de haver uma paragem, e ficar uns bons minutos preso atrás do referido transporte.

 

  Outro aspecto curioso da caC, e este sim, bem mais divertido, é que os motoristas quando se cruzam, fazem constantemente sinaléticas uns para os outros, mais ou menos intrínsecas, e que dão ar de um qualquer código secreto de espionagem. 

  Entre essas sinaléticas, existe o cumprimento normal, que tanto pode ser um sinal de luzes à queima-roupa, entenda-se o dar com os máximos, ou simplesmente o acenar com a cabeça/mão.

  Depois, existem coreografias mais complexas, como o lançar a cana de pesca, movimentos de dança, continências, piscar de olhos, e um número variado de macacadasdifíceis de descrever por escrito, e que muito provávelmente se devem a piadas privadas dos próprios.

  Também já aconteceu topar um motorista gesticular para outro, o que seria aparentemente o resultado de um jogo de futebol, do dia anterior, havendo a reacção de contentamento ou resignação, do receptor.

 

  Para além disso, e o melhor de tudo, é quando decidem mesmo parar os autocarros, tanto para conseguirem trocar alguma nota de um passageiro, ou simplesmente para apenas falarem um bocadinho, de algo que acredito que seja deveras importante para eles. Longe de mim crer que eles pararam para contar uma anedota, quando os restantes mortais, passageiros ou condutores dos veículos atrás, estão ali a desesperar com o tempo a passar.

 

  Toda esta caC, é feita com um sorriso nos lábios. Com uma boa disposição patente. Não será alheio a esta situação, o facto da Carris ser considerada a melhor empresa pública, para se trabalhar em Portugal. Já se sabe que quem está satisfeito com o trabalho, desempenha o mesmo com maior prazer.

 

  Concluindo, os motoristas nem sempre são bem vistos. Quando o autocarro está atrasado, é neles que se descarrega a frustação, sem nos darmos conta do trânsito infernal que está. Quando não nos abrem a porta, rogamos-lhes pragas, mas não dizemos nada quando isso acontece no combóio ou metro. 

 

  Mas vendo bem, eles têm que aturar muitos mais passageiros ou outros condutores malucos, que o contrário. E raramente são responsáveis por acidentes.

 

  Talvez se a caC se alastra-se por todos nós, fosse mais fácil encarar o trânsito sem tanto stress.

 

 

RG

 

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publicado às 22:53

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Onde o concreto e o abstracto se encontram.

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