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Importa-se de dar um olhinho?

por RG, em 25.08.10

  Existe um fenómeno curioso, que decorre na praia. Aliás, existem vários, mas neste caso, refiro-me ao célebre "importa-se de dar um olhinho às minhas coisas, enquanto vou dar ali um mergulho?".

 

  Qualquer pessoa já passou por esta situação, quer por já ter sido solicitada a fazer esse favor, ou tê-lo pedido mesmo, ou no mínimo, por já ter presenciado outros a fazê-lo.

 

  Não deixa de ser engraçado, que se peça a alguém totalmente desconhecido, para tomar conta dos nossos pertences, não vá outro alguém desconhecido levá-los. Ok. Por norma, tenta-se pedir a alguma família, porque à partida serão pessoas honestas. Mas, e não querendo entrar pelo campo da discriminação social, será que esse pedido seria feito na mesma, caso fosse uma família cigana que estivesse ao lado? Hummm...também é verdade que não se vêem muitos ciganos na praia, mas hipoteticamente falando, vá?

 

  E quando não existem famílias nas redondezas? Recorre-se à pessoa que está mais à mão de semear. Escolhe-se pelo bom aspecto certo? Se calhar muitos até aproveitam a desculpa, para meter conversa com a jeitosa/jeitoso, que já estava debaixo de olho há um tempinho.

  No entanto, quem garante que debaixo da boa aparência, não está um(a) meliante de primeira? Corre-se o risco de entregar o ouro ao bandido, de bandeja.

 

  Mas vamos acreditar que a maioria das pessoas são honestas, e que só querem mesmo ir à praia com boas intenções, sendo por isso de confiança. Se por acaso, durante o período em que estão de vigília, aparecer alguém a mexer nas coisas da pessoa que nos pediu o favor, será que vão tomar alguma providência? Para já, é mais provável que estejam distraídas a ler um livro ou a Bola. Ou então a dormir, ou quiçá, no marmelanço. Existe igualmente a hipótese de nem sequer estarem na toalha, porque entretanto, decidiram igualmente ver a temperatura da água.  

  Mas mesmo que vejam? Existe sempre aquela dúvida, se por acaso até é uma pessoa conhecida, da que nos pediu para vigiar. Afinal era um pouco aborrecido, ir dar uma "pêra" num primo, ou na namorada da pessoa que nos pediu o favor, e que simplesmente chegou mais tarde.

 

  É curioso de facto, que num país, onde por norma somos desconfiados, acabamos por ter estes gestos de solidariedade para com estranhos.

 

RG

 

 

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