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Saudades daquilo que não fiz

por RG, em 31.12.11

Um dia surge o desejo,

Noutro momento, é fácil sonhar.

Um dia, até se concretiza o ensejo,

Por vezes, tudo parece longe de se alcançar.

 

Tenho vontades,

Crio expectativas e ilusões,

Tenho alegrias e decepções,

Ganho certezas e verdades,

Sofro dúvidas e falsidades.

 

Um dia, é sozinho que tenho ideais,

Noutro momento, os planos traçam-se acompanhado,

Um dia, ser uma alma é demais,

Por vezes, dois corações não dão conta do recado.

 

Sinto-me grato pelo que já alcancei,

Sinto-me honrado pelo que me foi dado a alcançar.

Muitas esperanças realizei,

Muitas mudanças ainda estão por chegar.

 

Ciclos na vida, são uma constante,

Bons e maus momentos, uma variante.

Pessoas importantes seguem um caminho distante,   

Porque o destino assim o quis,

Fecho os olhos e sinto saudades...saudades daquilo que não fiz.

 

RG

  

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publicado às 20:21

Curiosidade

por RG, em 23.12.11

Qual a diferença entre o Natal e um bife? É que o Natal, ninguém quer mal passado.

 

RG

 


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publicado às 21:01

Com cara de poucos amigos.

por RG, em 18.12.11

 Se existe expressão que considero injusta, é esta:

 "Epá, estás com cara de poucos amigos!".

 Afinal de contas, o que quer dizer concretamente este termo? Normalmente utiliza-se o mesmo, quando vemos alguém que aparenta estar maldisposto, zangado, ou até mesmo irritado, certo? Mas o que é que o estado de espírito, tem a ver com a quantidade de amigos da pessoa?

 Bom, até compreendo que se digo isto, porque alegadamente, alguém que por natureza tenha mau feitio, esteja constantemente mal disposta ou rezingona, dificilmente arranja amizades. Até aí tudo bem. Mas por outro lado, ter poucos amigos, não é sinónimo que a pessoa seja má disposta, ou infeliz por regra.

 Para já, o que é um amigo(a)? São aquelas 500 pessoas associadas no Facebook? Não me parece. Ao longo da vida, vamos conhecendo várias pessoas. Colegas da escola, colegas do trabalho, de cursos, de actividades, etc.  Dessa quantidade toda de gente, é que vamos criando laços mais fortes, com aqueles que passamos chamar "amigos". Esses podem ser em maior ou menos número, consoante o feitio de cada um, e as respectivas afinidades/interesses. O resto, podemos considerar apenas como "conhecidos".

 Mas mesmo dentro da categoria de "amigos", existem variantes. Por exemplo, é comum haver aqueles amigos, que contamos mais para a rambóia. Para ir beber um copo, ou para ir a uma festa. São pessoal animado, que puxam por toda a gente, contam piadas, enfim...que fazem a festa, e nos contagiam com isso. Depois existem aqueles, com os quais nos identificamos mais, para determinada tarefa ou actividade. E por fim, existem aqueles, que sabemos estarem sempre ali, disponíveis para falar, para desabafarmos, ou partilhar coisas mais intimas.

 Um amigo, até pode estar pertencer a todas as categorias. Pode ser aquela pessoa que tanto alinha para uma festarola, como ajuda a carregar móveis, ou fala connosco de coisas sérias. Um amigo é que aquele que nos levanta a moral, mas também a sabe colocar no sítio, quando exageramos. Como alguém disse, um amigo critica-nos em privado, para nos defender em público. 

 Existem amigos, que nos podem acompanhar desde a nossa infância, enquanto outros, parecem aparecer só na nossa vida, em determinado período, como inclusive os amigos dos nossos amigos. É como se precisámos de algo concreto na nossa vida, e o destino, ou outras energias superiores, se encarregam de nos presentear com a solução, em forma de um novo amigo. As amizades são eternas, enquanto duram.

 Ter poucos amigos, não é mau. Não ter um que seja, é que é triste. Ter poucos amigos, mas genuínos, é ter a certeza que, em qualquer circunstância, e mesmo suportando as nossas pancadas, vamos ter sempre apoio. E sinceramente, isso faz com que ter cara de poucos amigos, seja motivo de alegria.

 

RG

 

 

 

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publicado às 13:36

Momentos cinéfilos: Braveheart

por RG, em 12.12.11

 Gostar de filmes é normal.

 Ver um filme, seja no cinema, ou em casa, é uma das formas de entretenimento mais comuns, para qualquer pessoa. Até porque, existem de todos os géneros e feitios, podendo agradar a qualquer um.

 Como é normal num área que suscita muitas opiniões, existem bons e maus filmes. Existem aqueles, em que nós pensamos como é que podémos perder 10 minutos que fossem da nossa vida, a vê-los, e outros que, de tão bons, temos pena que acabem, mesmo que durem 3 horas. Normalmente estes últimos, têm o condão de nos cativarem de tal forma, que os vemos seguramente mais do que uma vez.

 

 Um bom filme, aquele que nos marca algures na nossa vida, vale obviamente pelo seu todo. Mas, existem sempre algumas cenas que são especiais. Que ficam eternamente na nossa memória (ou pelo menos até o Alzheimer deixar). Cenas de grande impacto visual, ou de diálogos poderosos. Instantes que nos fazem rir, ou chorar, acreditar, ou sonhar. São cenas que vivemos como se estivéssemos lá, naquele mundo. Que nos dão lições de vida, ou que simplesmente...fazem-nos gostar de filmes.

 

 Um dos filmes que muito apreciei, foi o Braveheart - O Desafio do Guerreiro, realizado e interpretado, pelo Mel Gibson. Com uma história supostamente baseada em factos históricos reais, é daqueles filmes que puxa pelo bravura do herói escocês William Wallace (não confundir com o whisky William Lawson's), que lidera um País, contra o cruel reinado inglês, do rei "Edward the Longshanks". 

 

 Recheada de violentas e realísticas cenas de guerra, acaba por ter como pano de fundo, uma história de amor. Com cenários belíssimos, uma banda sonora de grande nível, e interpretações valiosas, é um daqueles filmes épicos, apesar das imprecisões históricas que lhe foram apontadas.

  Acabou por vencer 5 óscares em 1996, entre os quais, Melhor Filme e Melhor Realização.

 

 Destaco duas cenas, absolutamente notáveis.

 A primeira, a do discurso de motivação das tropas escocesas, por parte do William Wallace. Simplesmente arrebatadora, que culmina com a inspiradora frase: "They may take our lives, but they will never take our freedom". Até apetece saltar para o meio da acção, e ir dar umas espadeiradas aos ingleses.

 

 A segunda, já no final (e peço desculpa por revelar, caso alguém não tenha visto o filme, e ainda o pretenda fazer), em que o protagonista é torturado até à morte, com o objectivo de arrancar o seu arrependimento. Com uma carga dramática impressionante, envolvendo o simbolismo do pano que lhe cai da mão, já no seu último suspiro, e que era a prova do seu amor pela mulher, que havia sucumbido anteriormente às mãos dos ingleses. 

 Neste caso, só mesmo alguém muito forte, ou insensível, é que não deixou escapar uma lágrima que fosse, ao ver tal cena.

 

RG 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 22:34

Pressuposto

por RG, em 05.12.11

 É difícil alcançar a felicidade, mas é mais difícil mantê-la.

 

RG

 

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publicado às 22:42

Sabor agridoce

por RG, em 01.12.11

  Um dia a minha vida foi presenteada com uma sobremesa. 

  Não era uma sobremesa qualquer. Era uma novidade, algo que não conhecia, e que chamou-me a atenção.

  Ao principio, foi mais a curiosidade. Ela tinha bom aspecto, parecia apelativa, e tinha um ne sais pas de quoi que me seduziu. Aos poucos e poucos, foi crescendo o desejo. De mansinho, a gula de querer provar tão bela sobremesa, foi-me percorrendo a alma. Devia ou não, entregar-me, sem olhar a calorias? Aquela sobremesa prometia.

  E correspondeu.

 

  Esta não era de facto uma sobremesa qualquer. Era saborosa, profunda, fascinante. Apaixonante. Deu-me prazer...proporcionou-me prazer. Uma sobremesa digna dos Deuses. Porque era uma sobremesa honesta. Feita com carinho e amor. E quando assim é, pensamos que encontrámos o Céu na Terra. 

  O tempo foi passando, e aquela delícia singular, tornou-se a minha única, e predilecta, sobremesa. Era a relação perfeita.


  Mas a vida por vezes, não é dada a perfeições. Tem os seus próprios caprichos. Com o desenrolar dos meses seguintes, aquela sobremesa já não parecia bem a mesma. Seria que tinha ingredientes diferentes? Não, eram os mesmos de sempre. O meu paladar é que não tinha detectado um ou sabor antes, menos doce, de tão entusiasmado que estava. Porventura já não tinha a mesma doçura? O mesmo sabor agradável? Tinha, mas algo mudou. Talvez o meu gosto é que tenha ficado diferente. Talvez a consciência de que, a honra e o privilégio de saborear aquela sobremesa, tinha um período próprio. Que passado esse período, corria o risco de não olhá-la com os mesmos olhos, de "enjoar", e de não lhe dar o devido, e merecido reconhecimento.

  Era altura de nos separarmos. De chegar ao fim da relação.


  Como é natural, mesmo sabendo que estamos a fazer o melhor, ou pelo menos, pensando e acreditando, que estamos a fazer o melhor, não quer dizer que seja fácil. Fica sempre a ideia, que se pode fazer mais um esforço para prolongar e reavivar o prazer, apesar dos contras que isso implica. Fica um estranho aperto no estômago (ou será no coração?), acompanhado de um amargo de boca.

  Mas fica também o respeito por tão doce sobremesa. Assim como a amizade, a saudade dos bons momentos passados com ela, e a certeza que sempre, mas sempre, a respeitei, e a respeitarei...

 

  Um beijo grato para a "minha sobremesa Santini".

 

RG

 

  

   

 

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publicado às 21:14


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