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Qualquer dia é notícia

por RG, em 30.01.12

 Pelo andar da carruagem, qualquer dia é notícia, que foi encontrado um idoso vivo em casa.


 Já estou a imaginar uma eventual entrevista, entre um jornalista e um carteiro, por exemplo.

 Jornalista: - O senhor pode descrever sucintamente o que se passou aqui, no 2º esquerdo, da Rua das Hortenses?

 Carteiro: - Pois que foi uma surpresa para mim. Veja bem que tinha aqui uma carta registada, para ser entregue nesta morada. Eu já sabia que quem morava aqui, era uma senhora de certa idade que, com certeza, já estaria com os pés para a cova. Ainda por cima, sabia que vivia sozinha, e que raramente tinha visitas, segundo a vizinhança. Ora, por descargo de consciência, lá toquei à porta, para ver se alguém atendia. E qual não é o meu espanto, quando efectivamente, a D. Clementina, abriu o trinco. Não conseguia acreditar. E nem mesmo quando a senhora abriu a porta, e assinou o registo, eu conseguia estar em mim.

 Olhe, eu só conseguia pensar cá para mim: Então não é que a velha ainda está viva, afinal de contas? Há com cada uma...

 

RG

 

 

 

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publicado às 20:59

Então e estes?

por RG, em 26.01.12

  Existem pessoas que lutam pelos direitos dos animais. Outras que são sensíveis ao assunto, e outras ainda, que simplesmente vêm os animais, como seres inferiores, não merecedoras de qualquer tipo de respeito.

  Quando se pensa em situações em que os animais são vitimas de abuso, normalmente associa-se mais depressa, as touradas, os circos, o abandono de animais domésticos, a caça legal/ilegal, ou até mesmo a criação industrial de animais, que servirão de futuro alimento aos seres humanos.

  Todas estas circunstâncias são frequentemente debatidas na sociedade, havendo as habituais opiniões, pró ou contra, com maior ou menor validade.

  No entanto, existe uma situação que ocorre frequentemente, bem à frente dos nossos olhos, e que não levanta tanta celeuma. Refiro-me à venda de animais domésticos, nas lojas.

  Seja num centro comercial, ou no meio de uma rua, existem várias lojas onde se vendem animais. Ora, tirando eventualmente os peixes nos aquários, que dizem não ter grande memória, pois passados 2 ou 3 segundos já não se lembram de nada, os restantes animais serão com certeza mais sensíveis ao facto de passarem horas, semanas, ou meses, fechados em espaços mínimos.

  É que pode ser muito bonito, as crianças passarem, e verem ali um cachorro, um gatito, ou mesmo um coelhinho fofinho (por regra, só costumam estar crias em exposição), a "pedirem" para serem levados para suas casas. Mas enquanto não são comprados (e muitos devem acabar por não ser mesmo) encontram-se confinados a espaços minúsculos, sem poderem estar à vontade, e sob o stress de terem que suportar os olhares e sabe-se lá mais o quê, de quem passa, pára, olha e mexe nas gaiolas, ou nas caixas onde se encontram.

  E por vezes, juntam-se ali 2, 3 ou mais bichos, ao monte, a partilhar o mesmo habitáculo.

  É verdade que algumas lojas conseguem ter espaços até razoáveis. Existem lojas que inclusive, não mantêm os animais muito tempo em cativeiro. Mas a maioria não é assim, e possivelmente os donos estão mais preocupados em fazer negócio, do que com o bem estar das criaturinhas.

  E quando assim acontece, se isto não é um mau trato, é o quê? 

 

RG   

  

 

 

 

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publicado às 21:29

Por alguma razão...

por RG, em 22.01.12

"Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: toda a gente está convencida de que a tem de sobra."

 

René Descartes

  

       

 

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publicado às 23:46

Gosto

por RG, em 19.01.12

Quando chegam as 18h, e ainda se vê a luz do dia.

 

RG    

 


 

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publicado às 21:01

O meu olfacto não é muito apurado

por RG, em 16.01.12

 E sou quase sempre grato por esse facto, quando entro nos transportes públicos.

 

RG

 


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publicado às 20:57

Acabou-se a mama

por RG, em 14.01.12

 Não, infelizmente não é no sentido figurado, referente a determinadas altas patentes que gerem o destino de certas empresas, e inclusive do próprio País. Trata-se sim, no sentido literal, o fim da PIP (não confundir com o PIB, embora esse também vá pelo mesmo caminho).

 A PIP, Poly Implantes Prothèses, é uma empresa francesa, de próteses mamárias que, segundo notícias recentes, podem ser cancerígenas em caso de rompimento.

 O alerta para esta situação, fez com que fosse sugerido às mulheres que recorreram ao implante de silicone desta marca, que procurassem aconselhamento médico, e, em último caso, removessem em definitivo os respectivos implantes. A PIP, já entrou em falência, mas o mal já está feito, e agora, milhares(!!) de mulheres podem ter a vida em risco.

 

 Do ponto de vista masculino, só posso imaginar que o implante de silicone por parte das mulheres, não seja uma decisão muito fácil. Quer dizer, há quem as peça como prenda de anos. Mas para já, custa uma pipa de massa, e depois, existem sempre alguns riscos de saúde. Será que vale a pena?

 Bom, acho que varia consoante a pessoa. Colocar implantes é, à partida, um acto de vaidade. Mas posso considerar dois tipos de "vaidade". Existem mulheres que realmente têm um tamanho de mamas (mamas é o termo correcto para este caso, e não peito) muito reduzido, ou quase nada, seja pela sua fisionomia natural, ou por terem tido necessidade de removerem por motivos de saúde. Aí, compreende-se bem mais, a necessidade de realçarem a sua feminilidade, pois quer se queira ou não, a aparência física conta na sociedade. No entanto, existem outros casos, em que até nem são nada pequenas as "mamocas", mas as mulheres sentem que precisam de mais, para se destacarem.

 Para as mulheres, ter o tamanho certo de mamas, é sentirem-se mais atraentes, independentemente da roupa que tenham, ou não, vestida. A questão é, até que ponto as mamas podem ser consideradas demasiado pequenas, com o tamanho certo, ou demasiado grandes? Pode haver uma ideia generalizada, mas sinceramente, acho que depende sempre do critério e gosto de cada pessoa. Até porque as pessoas são diferentes. Existem mulheres mais altas, outras mais baixas, mais fortes ou elegantes, e o que pode "assentar" bem numa, pode ficar mal noutra. 

 Os homens apreciam, e as mulheres sentem-se mais seguras, mas convém ter em conta os prós e contras que uma operação deste género acarreta. Fica à consciência de cada uma.

 

 De qualquer forma, acho que seria desagradável para um casal, que acontecesse por exemplo, algo que acontecia nas brincadeiras de miúdos. Estar no coito, e ouvir-se: "Epá arrebenta a bolha"!

 

RG


 

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publicado às 11:25

Fazer por isso

por RG, em 08.01.12

"O destino baralha as cartas, mas somos nós que as jogamos." 


 William Shakespeare

 

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publicado às 22:01

Momentos cinéfilos: Pulp Fiction

por RG, em 07.01.12

 O que dizer deste filme?

 Quentin Tarantino não é o realizador comum. O seu estilo peculiar, bem traçado em todas as suas obras (pelo menos, nas que eu vi), não é dirigido as grandes massas.

 Mas o que é facto, é que tem conquistado muitos adeptos ao longo do tempo. 

 Pulp Fiction foi o primeiro filme que vi deste realizador. Datado de 1994, conta com um elenco recheado de estrelas emergentes, ou já consagradas na altura, como o John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e Bruce Willis. Conta até com a portuguesa Maria de Medeiros.

 Com diálogos inteligentes, humor negro e por vezes corrosivo, e um grande toque de violência, este filme apresenta aquele estilo, agora comum, de histórias (ou estórias) paralelas de várias personagens, que lá mais para o fim, acabam por se entrelaçar. E está muito bem feito. Com uma dinâmica muito boa, mantendo o suspense e o imprevisível, do principio ao fim, e com uma caracterização das personagens memorável (onde mais se podia ver Travolta, e o Jackson, com aqueles penteados?).

  Pulp Fiction é daqueles filmes que marca um género. Um icon pop que traça um antes e um depois, na 7 Arte. Que inspirou outros realizadores, para películas semelhantes. Foi nomeado para diversos galardões, tendo vencido vários prémios, entre os quais, a Palma de Ouro em Cannes, e o óscar para melhor guião original. 

 

 Assim de repente, e até porque já vi o filme há bastante tempo, destaco duas cenas clássicas. 

 A primeira, a dança entre o Travolta e a Uma Thurman. Sinceramente, acho que até quem nunca viu este filme, já imitou aqueles movimentos dos dois, numa qualquer pista de dança.

 

 A segunda, a cena em que a Uma está a sofrer uma overdose, e para salvá-la, é necessário espetarem-lhe uma "injecção de adrenalina". Caramba, simplesmente hilariante todo o contexto que se gera, culminando com a pergunta/resposta: "Se estiveres bem, diz qualquer coisa?"..."Qualquer coisa..."

 

RG

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publicado às 19:07

Situação inconveniente

por RG, em 05.01.12

 Existem momentos na vida de uma pessoa, simplesmente incómodos.

 E tentar abstrairmo-nos deles não resulta, é uma luta inglória, ou até mesmo perdida.    

 

 Senão veja-se o caso.

 Escritório. Várias pessoas da empresa a conviver, entre colegas, superiores e, obviamente, o patrão. Agora vem a pior parte. A casa de banho. Mais concretamente, a casa de banho que é comum. Ou seja, que pode ser partilhada por mais do que uma pessoa ao mesmo tempo.

 Neste caso, e apesar de até já me terem sido partilhados bastantes relatos sobre a das mulheres, restrinjo-me apenas à que recorro, a dos homens.

 Ora, uma casa de banho partilhada, é um local propicio para se presenciarem alguns estranhos acontecimentos. Calma, não se pense já, em eventuais coisas obscenas. Não. Refiro-me a outras situações.

 

 Por exemplo. Existe uma quantidade considerável de gajos, que após o serviço que foram lá fazer, não lavam as mãos. Tenha ele sido feito de pé ou sentado. Portanto, uma pessoa está ali no wc, e vê um individuo a entrar (ou já lá estava inclusive), repara que despacha o serviço, e...ala que se faz tarde, porta fora. E lavar as mãos? Esqueçam. Higiene é coisa que não lhes assiste. A mínima que seja. O pior vem depois. Com que cara podemos ficar, quando passado algum tempo, esse mesmo colega nos vem pedir qualquer coisa emprestada? Ou simplesmente dá-nos uma palmadinha nas costas? Ou  pior mesmo, ainda não nos tinha cumprimentado, e resolve fazê-lo naquele momento? É que é mesmo agradável, apertar a mão a alguém, sabendo que esteve pouco tempo antes na casa de banho, e não lavou as mãos. Excelente.

 

 Outra coisa estranha que também costuma acontecer, são as pessoas levarem o telemóvel para a parte mais privada da casa de banho, para realmente falarem. Epá, fazer isso em casa, tudo bem, porque até pode ninguém saber, mas no trabalho? É esquisito. E mais esquisito, é que está ali um colega a "obrar", e ouvimos coisas do género: "Sim querida, é isso, pois...exacto, temos que ver isso de facto. Ah claro, combinamos com o Tó e a Ana jantarem lá em casa, sim, sim, mas liga tu que eu agora estou ocupado...". E o mais caricato, é que negócios também são discutidos naquele meio. "Com certeza. Esteja descansado que vou já pedir que vejam isso, e envio-lhe um e-mail com o relatório em anexo."

 O que seria, se o cliente do outro lado, imaginasse que estava a ser atendido deste lado, não da secretária, mas da retrete da pessoa. Acho que o cúmulo seria, se ambos estivessem na mesma situação. Seria o chamado negócio de merda.

  E depois, é a questão da falta de insonorização existente neste espaços. Não é de todo agradável, ouvir os ruidos guturais produzidos pelos colegas, quando estão na privada, ou pior ainda, do chefe. Qual o respeito que se pode ter por alguém, depois de uma situação destas?

 

Ok, toda a gente tem as suas necessidades fisiológicas, mas algumas delas são isso mesmo. "Suas" necessidades. Não é bonito partilhar. Não causa boa imagem, ou impacto. Pelo contrário, só causa constrangimento a quem teve a infelicidade de estar no sitío errado, à hora errada.

 

RG

  

  

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publicado às 21:18

Mau hábito

por RG, em 03.01.12

Temos tendência a criticar muito, e fazer pouco.

 

RG


 

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publicado às 23:32

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Onde o concreto e o abstracto se encontram.

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